Quinta-feira, 01 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 8 de junho de 2017
O MPF (Ministério Público Federal) no Rio de Janeiro vai investigar eventual conduta irregular da Polícia Civil na apreensão de carga ilegal no Aeroporto Internacional Tom Jobim, área sob controle da PF (Polícia Federal). O MPF quer saber porque a Polícia Federal não participou.
Na semana passada, a operação da Polícia Civil apreendeu 60 armas de guerra, como fuzis AK47, AR10 e G3. O armamento estava escondido entre cargas embaladas de aparelhos de aquecedores para piscina.
“Evidentemente, não é a apreensão de armas em si o centro de nossas preocupações, uma vez que a entrada ilegal, inclusive as de armas de grosso calibre, pelas fronteiras do país, especialmente aeroportos e portos, destinam-se a fortalecer o crime organizado, com ênfase no tráfico de entorpecentes”, disse o procurador da República Eduardo Santos de Oliveira, coordenador de Controle Externo da Atividade Policial no Rio, ao instaurar a investigação.
De acordo com o MPF, o Departamento de Polícia Federal encontra no setor aeroportuário brasileiro “senão a mais importante, uma de suas principais áreas de atuação, para prevenir e combater, entre outras práticas ilícitas, o contrabando”.
Eduardo Oliveira disse ainda que é na área de atuação da Seção de Fiscalização do Tráfego Internacional que a PF deve exercer plenamente seu dever de resguardar o Estado Brasileiro da incidência dos diversos atos ilícitos sob sua responsabilidade de apuração.
Entre as primeiras medidas tomadas pelo Ministério Público, está a de pedir à PF e à Polícia Civil do Rio que preste, em até cinco dias, esclarecimentos sobre a operação que apreendeu as armas no Aeroporto Tom Jobim/Galeão. O processo tramita na Procuradoria da República, no setor de controle externo da atividade policial.
Em nota, a Polícia Civil do Rio de Janeiro destaca que a sua ação no aeroporto foi guiada pela “absoluta preservação do interesse público”.
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