Sexta-feira, 25 de Setembro de 2020

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Brasil O Ministro da Agricultura entrega o cargo, mas Michel Temer não aceita

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O ministro Blairo Maggi negou as acusações. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Incomodado com sua inclusão na lista de investigados da Lava-Jato, pela delação da Odebrecht, o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, procurou Michel Temer para colocar seu cargo à disposição. Blairo se considera injustiçado pela acusação e quis deixar o presidente à vontade, abrindo mão do posto. Temer recusou o pedido, dizendo que confiava na sua inocência e capacidade. O ministro aceitou permanecer. Na delação, Blairo é acusado de receber R$ 12 milhões da Odebrecht na campanha para o governo de Mato Grosso, em 2006. Ele nega as acusações.Lamento que meu nome tenha sido incluído numa lista de pessoas citadas em delações da Odebrecht, sem que eu tivesse qualquer possibilidade de acesso ao conteúdo para me defender. Me causa grande constrangimento ter minha honra e dignidade maculadas, numa situação na qual não sei sequer do que sou acusado.” Ele esclareceu que 1. Não recebi doações da Odebrecht; 2. Não tenho ou tive qualquer relação com a empresa ou os seus dirigentes. 3. Tenho minha consciência tranquila de que nada fiz de errado.”

Lista de Fachin

Na última semana, o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Luis Edson Fachin autorizou a PGR (Procuradoria-Geral da República) a investigar 8 ministros, 3 governadores, 24 senadores e 39 deputados. Os pedidos se baseiam na chamada lista do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, feita com base em delações de ex-executivos da empreiteira Odebrecht.

Além de Blairo Maggi, entre os ministros investigados estão: Eliseu Padilha (Casa Civil), Gilberto Kassab (Ciência e Tecnologia), Wellington Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência), Bruno de Araújo (Cidades), Aloysio Nunes Ferreira (Relações Exteriores), Marcos Antônio Pereira (Indústria, Comércio Exterior e Serviços) e Helder Barbalho (Integração Nacional).

 

 

 

 

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