Sábado, 20 de junho de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Brasil O ministro da Defesa disse que as Forças Armadas vão garantir o resultado das urnas nesta eleição

Compartilhe esta notícia:

"A Constituição é a Bíblia dos militares", assegurou Silva e Luna. (Foto: Marcos Corrêa/PR)

O ministro da Defesa, general Joaquim Silva e Luna, disse que as Forças Armadas garantirão o resultado das urnas na eleição presidencial deste ano, independentemente de quem vencer o pleito. Segundo ele, cerca de 30 mil homens do Exército, Marinha e Aeronáutica farão a segurança no dia das urnas, o mesmo contingente das eleições de 2014.

Ao menos nove Estados pediram apoio dos militares para os dias de votação. Luna e Silva disse que militares atuarão para que haja segurança no dia e nos locais de votação em nove estados do país. Depois do resultado apurado, afirmou, o papel das Forças Armadas será o de garantir o funcionamento das instituições dentro da normalidade.

“Isso significaria seguir à risca o que manda o artigo 142 da Constituição Federal brasileira, que diz que as Forças Armadas destinam-se à defesa da Pátria, à garantia dos Poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem”, frisou o oficial.

Não haveria, portanto, interesse entre os militares de questionar o resultado das urnas ou dar qualquer tipo de guarida ou legitimidade para movimentos ou candidatos que venham a não reconhecer o que a população decidir no pleito de outubro.

O ministro, que comanda a pasta a quem os militares são subordinados, chegou a dizer que a Constituição Federal “é a bíblia das Forças Armadas” e que “fora desse caminho não há trilha, não há caminhada, jamais”.

Ele também afastou qualquer risco de que as Forças Armadas aceitem ou deixem de aceitar aquilo que é legal: “Nós temos mais é que garantir as instituições funcionando em condições normais e quando solicitados garantir a lei e a ordem”.

Silva e Luna conversou com jornalistas nessa sexta-feira no Rio de Janeiro, após dar palestra sobre a crise migratória de venezuelanos para o Brasil em evento sobre segurança e gestão de crises internacionais organizado pela ONG alemã Konrad Adenauer Stiftung.

Villas-Bôas

A fala do ministro foi em comentário à declaração do general Eduardo Villas Bôas, comandante do Exército brasileiro, em entrevista ao “jornal Estado de S. Paulo” publicada no dia 9.

Ao responder a um questionamento sobre o atentado ao candidato Jair Bolsonaro (PSL), Villas Bôas manifestou preocupação com a estabilidade e a governabilidade do próximo presidente diante da polarização em que o país se encontra. Ele disse que é possível que o próximo governo brasileiro tenha sua legitimidade questionada.

“O atentado confirma que estamos construindo dificuldade para que o novo governo tenha uma estabilidade, para a sua governabilidade, e podendo até mesmo ter sua legitimidade questionada”, disse Villas Bôas na ocasião.

A declaração gerou reação do PT, que acusou o general de insubordinação e de tentativa de influenciar o resultado eleitoral. Segundo o partido, a fala teria sido um recado velado ao ex-presidente Lula, que ainda tinha àquela altura recursos sobre sua possível candidatura a serem analisados pela Justiça.

O partido entendeu que o general dizia ali que as Forças Armadas não permitiriam a participação de Lula em caso de liberação pela Justiça de sua candidatura.

​O ministro da Defesa disse que a fala de Villas Bôas foi mal-interpretada. Segundo ele, a declaração teve tom conciliatório, revelando preocupação do general com a possibilidade de o país entrar em processo de crise eleitoral:

“A preocupação dele é a mesma de todos nós brasileiros. Que a eleição transcorra em clima de normalidade, que os candidatos possam apresentar seus programas de governo, e que permita à sociedade fazer boas escolhas, evitando uma escalada da crise, já que quem será empregado para manter esse clima de normalidade serão as Forças Armadas”.

“A fala do comandante do Exército é conciliatória, no sentido de evitar que venha alguma crise, algum problema, e gerar instabilidade no processo eleitoral”, acrescentou o ministro da Defesa. Sobre a segurança das urnas eletrônicas, o general evitou comentários. Disse que as Forças Armadas irão atuar na proteção dos locais de votação apenas.

tags: segurança

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Brasil

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

71% dos segurados conseguem na Justiça a aposentadoria por tempo de contribuição ao INSS
Os candidatos que concorrem nas eleições deste ano já gastaram quase 12 milhões de reais com o aluguel de jatinhos. Esse valor é 15 vezes maior que a soma das despesas com passagens aéreas
Pode te interessar