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Brasil Ministro da Economia: governo federal corre para enviar projeto de aposentadoria dos militares nesta quarta

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Ministro da Economia afirma que também fará um pente-fino nas aposentadorias rurais. (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta segunda-feira (18) que o governo está correndo para apresentar nesta quarta-feira (20) ao Congresso a proposta de reforma da Previdência dos militares.

Segundo a equipe econômica, está sendo equacionado um desequilíbrio da estrutura das três forças – Marinha, Exército e Aeronáutica – para que a proposta possa ser encaminhada.

Guedes afirmou também que o ministério fará um pente fino nas aposentadorias rurais, porque houve abusos nos governos anteriores. Segundo ele, há 9 milhões de aposentados rurais, sendo que há apenas 6 milhões de pessoas no campo.

O ministro da Economia está em Washington (EUA) como parte da comitiva do presidente Jair Bolsonaro, que se reúne com o presidente Donald Trump nesta terça-feira (19).

Bolsonaro chega de volta ao Brasil na madrugada de quarta (20) e já quinta-feira (21) viaja para o Chile. A intenção é que o presidente aprove os ajustes a tempo de enviar o projeto ao Congresso ainda na quarta, como prometido aos parlamentares.

Incomodação

O ministro Paulo Guedes usou o jantar em homenagem ao presidente Jair Bolsonaro, no domingo (17), em Washington, para questionar diretamente o escritor Olavo de Carvalho sobre as críticas recentes que ele tem feito ao governo.

Incomodado com as falas de Olavo que, um dia antes, afirmou que, se continuar assim, a administração de Bolsonaro não dura seis meses, Guedes questionou: “Por que o líder dispara contra a revolução que inspirou?”.

Guedes ficara incomodado com a crítica do escritor ao governo, expressa a jornalistas após sessão que exibiu um filme sobre a vida de Olavo, no sábado (16), no Trump International Hotel. O evento foi organizado pelo ex-estrategista do presidente Donald Trump Steve Bannon.

No jantar de domingo, com ideólogos, financistas e jornalistas conservadores na casa do embaixador brasileiro Sergio Amaral, Guedes então chamou Olavo de “líder da revolução liberal no Brasil”. Mas, segundo um dos presentes, a declaração foi feita em um contexto de reprimenda.

O ministro lera sobre a fala crítica de Carvalho na internet, ainda quando chegava a Washington na comitiva presidencial, no fim da tarde de domingo.

Segundo um observador do encontro, Guedes ressaltou que Olavo sempre apoiou o presidente e repetiu o diagnóstico de que a democracia no Brasil está fortalecida, com a emergência da aliança entre centro-direita e liberais após anos de governos de social-democracia.

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