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Economia O ministro da Economia diz que o governo vai “suavizar a queda” e eliminar gradativamente o auxílio emergencial de 600 reais

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(Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil)

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse nesta terça-feira (19) que o governo vai “suavizar a queda” e eliminar gradativamente o auxílio emergencial de R$ 600. Até agora, está previsto o pagamento desse benefício por apenas três meses, sem interrupção gradual.

O ministro fez as declarações em reunião fechada com representantes do setor de serviços. O jornal O Globo obteve o áudio da reunião.

“Vamos tornar mais robusto e focalizado nos programas sociais. Vamos agora jogar mais R$ 600 aí. Agora, quando acabar esse prazo, em vez de tirar de uma vez só, vamos fazer um phase out (eliminação em fases). Não é que nós vamos prorrogar, porque não temos fôlego financeiro para fazer a gastança que está aí, mas vamos ter que suavizar a queda. Em vez de cair tudo de uma vez, nós vamos descer mais devagar um pouco”, disse Guedes.

Essa é a primeira vez que o titular do Ministério da Economia fala em pagar o auxílio emergencial por mais tempo que os três meses até agora previstos.

Na semana passada, o secretário especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia, Carlos da Costa, disse que o auxílio poderia ter “vindo para ficar”. No dia seguinte, a pasta divulgou nota negando essa possibilidade.

Até agora, o governo prevê gastar R$ 124 bilhões com o programa. Há uma forte pressão, inclusive por integrantes do governo, para prorrogar o auxílio.

O governo também avalia revisar, depois da pandemia, os programas de transferências de renda, sendo possível uma ampliação do Bolsa Família. Para isso, técnicos da equipe econômica estudam propor a revisão de benefícios considerados ineficientes, como o abono salarial e o seguro-defeso (pago a pescadores no período em que a pesca é proibida), como forma de compensação.

50 milhões de pessoas

Cerca de 50 milhões de pessoas estão inscritas no programa do governo federal para receber o auxílio emergencial de R$ 600 (R$ 1,2 mil para mulheres mães e chefes de família). O benefício é pago a trabalhadores informais e pessoas de baixa renda, inscritos no cadastro social do governo e no Bolsa Família.

O programa foi criado pelo governo federal para garantir uma renda básica emergencial durante três meses, para o enfrentamento dos efeitos econômicos da pandemia do novo coronavírus. A primeira parcela já foi paga.

A segunda parcela começou a ser depositada nesta semana, conforme calendário divulgado pela Caixa Econômica, que está operacionalizando o pagamento do benefício. As informações são do jornal O Globo e da Agência Brasil.

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