Terça-feira, 21 de julho de 2026

Porto Alegre
Porto Alegre, BR
20°
Light Rain with Thunder

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Brasil O ministro da Educação diz ser contra o pagamento de mensalidade em universidades federais, mas defende faculdades privadas

Compartilhe esta notícia:

Na avaliação do ministro, é preferível dar autonomia às universidades porque isso traria benefícios concretos "muito maiores" do que a cobrança de quem tem recursos. (Foto: Divulgação)

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, afirmou nesta terça-feira (30) que é contra a cobrança de mensalidade para alunos de alta renda em universidades federais porque “essa é uma medida que não trará resultados práticos, uma vez que, em média, apenas 10% dos alunos das federais teriam condições de arcar com essa mensalidade”.

Na avaliação do ministro, é preferível dar autonomia às universidades porque isso traria benefícios concretos “muito maiores” do que a cobrança de quem tem recursos. “O debate que eu gostaria de fazer é os seguinte: se a graduação de um aluno de uma [universidade] federal é de, em média, R$ 450 mil para o pagador de imposto, porque não chegamos para esse aluno e dizemos que daremos a ele R$ 300 mil para se formar onde ele quiser”. Para ele, essa seria uma maneira de economizar o dinheiro do pagador de impostos e o estudante conquistar o seu diploma.

Weintraub foi questionado na entrevista sobre a meta de colocar 1,7 milhão de crianças nas creches. Segundo ele, para que a meta seja batida, são necessários R$ 3,5 bilhões anuais. “Esse é o custo de uma das maiores universidades federais do País, sendo que temos mais de 60. Quantos alunos atende uma universidade federal? 40 mil? Não é possível que o orçamento de uma universidade, apenas, custe mais do que o que custaria bater a meta de crianças na creche”, disse o ministro.

Para ele, também é chocante que o custo de um diploma em universidade pública “seja de R$ 450 mil, enquanto nas melhores universidades privadas do País o custo de uma graduação não chegue à metade disso”.

Novo Fundeb

O ministro foi enfático ao dizer que o novo Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica) distribuirá renda com base em resultados. “Só Estado pobre recebe os recursos, o que é uma distorção porque você tem cidades ricas em estados pobres recebendo dinheiro e, em contrapartida, municípios pobres em Estados considerados ricos, como o Rio Grande do Sul, sem receber nada”, comentou.

Weintraub deu o exemplo de “uma governadora que veio aqui no MEC [(Ministério da Educação] pedir mais recursos para a educação e eu lhe perguntei: minha senhora, cadê os resultados?”. De acordo com o ministro, ela teria respondido que não interessavam os resultados, e sim os recursos. Embora não tenha citado nominalmente, a única governadora do Brasil é a petista Fátima Bezerra, governadora do Rio Grande do Norte.

Programa Mestre Artesão

O ministro ainda informou que “muito em breve” o MEC lançará o programa Mestre Artesão, “mais uma coisa para desconstruirmos dos esquerdófilos, de que o trabalho manual não é digno”. O programa buscará capacitar mestres artesãos, “pessoas que têm conhecimento avançado sobre alguma atividade e que podem treinar aprendizes, ampliar o número de empregos e melhorar a educação”. Weintraub não deu mais detalhes sobre o programa, mas disse que o mesmo será lançado em breve.

tags: educação

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Brasil

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Governo federal anuncia mudanças nas normas do trabalho
Deputado quer proibir documento que facilita repatriação de brasileiros dos Estados Unidos
Pode te interessar