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Brasil O ministro da Educação diz ser contra o pagamento de mensalidade em universidades federais, mas defende faculdades privadas

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Na avaliação do ministro, é preferível dar autonomia às universidades porque isso traria benefícios concretos "muito maiores" do que a cobrança de quem tem recursos. (Foto: Divulgação)

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, afirmou nesta terça-feira (30) que é contra a cobrança de mensalidade para alunos de alta renda em universidades federais porque “essa é uma medida que não trará resultados práticos, uma vez que, em média, apenas 10% dos alunos das federais teriam condições de arcar com essa mensalidade”.

Na avaliação do ministro, é preferível dar autonomia às universidades porque isso traria benefícios concretos “muito maiores” do que a cobrança de quem tem recursos. “O debate que eu gostaria de fazer é os seguinte: se a graduação de um aluno de uma [universidade] federal é de, em média, R$ 450 mil para o pagador de imposto, porque não chegamos para esse aluno e dizemos que daremos a ele R$ 300 mil para se formar onde ele quiser”. Para ele, essa seria uma maneira de economizar o dinheiro do pagador de impostos e o estudante conquistar o seu diploma.

Weintraub foi questionado na entrevista sobre a meta de colocar 1,7 milhão de crianças nas creches. Segundo ele, para que a meta seja batida, são necessários R$ 3,5 bilhões anuais. “Esse é o custo de uma das maiores universidades federais do País, sendo que temos mais de 60. Quantos alunos atende uma universidade federal? 40 mil? Não é possível que o orçamento de uma universidade, apenas, custe mais do que o que custaria bater a meta de crianças na creche”, disse o ministro.

Para ele, também é chocante que o custo de um diploma em universidade pública “seja de R$ 450 mil, enquanto nas melhores universidades privadas do País o custo de uma graduação não chegue à metade disso”.

Novo Fundeb

O ministro foi enfático ao dizer que o novo Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica) distribuirá renda com base em resultados. “Só Estado pobre recebe os recursos, o que é uma distorção porque você tem cidades ricas em estados pobres recebendo dinheiro e, em contrapartida, municípios pobres em Estados considerados ricos, como o Rio Grande do Sul, sem receber nada”, comentou.

Weintraub deu o exemplo de “uma governadora que veio aqui no MEC [(Ministério da Educação] pedir mais recursos para a educação e eu lhe perguntei: minha senhora, cadê os resultados?”. De acordo com o ministro, ela teria respondido que não interessavam os resultados, e sim os recursos. Embora não tenha citado nominalmente, a única governadora do Brasil é a petista Fátima Bezerra, governadora do Rio Grande do Norte.

Programa Mestre Artesão

O ministro ainda informou que “muito em breve” o MEC lançará o programa Mestre Artesão, “mais uma coisa para desconstruirmos dos esquerdófilos, de que o trabalho manual não é digno”. O programa buscará capacitar mestres artesãos, “pessoas que têm conhecimento avançado sobre alguma atividade e que podem treinar aprendizes, ampliar o número de empregos e melhorar a educação”. Weintraub não deu mais detalhes sobre o programa, mas disse que o mesmo será lançado em breve.

tags: educação

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