Sexta-feira, 02 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 11 de março de 2021
O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, declarou que o sistema de saúde brasileiro “não colapsou, nem vai colapsar”. A fala foi proferida no mesmo dia em que o País perdeu 2.286 vidas para a covid-19, o maior número de mortes em 24 horas desde o início da pandemia.
A declaração de Pazuello também é o contrário do que dizem secretários de Saúde, prefeitos e governadores ao redor do País.
Na semana passada, o jornal “Valor Econômico” noticiou que pessoas no entorno do ministro previam que o Brasil teria 3 mil mortes diárias pela covid em março.
Pazuello afirmou, também, que o Brasil receberia, neste mês, de 22 a 25 milhões de doses de vacinas, “podendo chegar a 38 milhões”. A quantidade é menor do que a última previsão divulgada pelo Ministério da Saúde, no dia 6 de março, de 30 milhões de doses. A redução é a quinta feita nas previsões de doses a serem entregues no mês de março.
Até agora, o Brasil aplicou 9,2 milhões de doses de vacina – o equivalente a 4,39% da população brasileira. Só 3,3 milhões de pessoas receberam ambas as doses de algum imunizante.
Depois de registrar, em fevereiro, o 2º maior número de mortes mensais desde o início da pandemia, o Brasil teve cinco recordes de mortes vistas em 24 horas só no mês de março. O primeiro foi no dia 2, quando 1.726 pessoas perderam a vida para a covid.
No dia seguinte, mais 1.840 pessoas morreram pela doença, outro recorde diário. Os últimos três picos foram vistos na terça (9), com 1.954 mortes, na quarta (10), com 2.286 óbitos, e nesta quinta (11), com 2.333.
O colapso na Saúde que Pazuello afirmou que o País não teria também está acontecendo, segundo afirmações feitas por prefeitos, governadores, secretários de Saúde municipais e estaduais e profissionais na linha de frente. Dados de internações em UTIs também levaram a Fiocruz a dar “alerta crítico” para 20 Estados.
Alguns já tiveram que alugar contêineres e abrir covas para acomodar os mortos pela covid-19.
Veja algumas situações ao redor do País:
— No Estado de São Paulo, ao menos 30 pessoas com covid haviam morrido na fila por vagas de UTI até o dia 9. Com o ritmo atual de internações e de criação de novos leitos, o sistema de saúde estadual pode chegar ao colapso em 25 dias.
— Em Salvador, o secretário de Saúde alertou que a cidade vai entrar em colapso até a manhã desta sexta (12). O dono de uma funerária também disse que “vai entrar em colapso” devido à alta na demanda. O governo da Bahia já alugou contêineres para armazenar corpos e ampliou o número de vagas em cemitérios.
— Recife também teve que abrir novas covas e ao menos um hospital já alugou um contêiner para armazenar os mortos. Uma urgência pediátrica foi fechada para abrigar leitos de covid-19.
— Em Divinópolis (MG), o secretário de Saúde afirmou que evita falar em colapso, mas que o município está ‘próximo disso’.
— Em Teresina, as UTIs atingiram 100% de ocupação no dia 9. O presidente da Fundação Municipal de Saúde afirmou que a demanda por leitos estava maior do que a capacidade local de abrir mais vagas. Um especialista fala em colapso no Piauí.
— No Rio Grande do Norte, o secretário estadual de Saúde disse que o Estado vive “um momento trágico” na pandemia.
— Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná estão com mais de 90% da capacidade das UTIs esgotadas. No Rio Grande do Sul, a capacidade está acima de 100% desde 2 de março.
— No Paraná, 42 Unidades Básicas de Saúde (UBS) serão fechadas e transformadas em pronto-atendimento, enquanto as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) passam a atender como unidades de internação para covid-19.
— Em Santa Catarina, pacientes chegaram a ser transferidos para o Espírito Santo, mas o serviço terá que ser suspenso após aumento de hospitalizações no outro Estado.
— No Distrito Federal, pacientes com covid-19 foram deixados no corredor de um hospital com as enfermarias lotadas. Profissionais de Saúde relataram a falta de profissionais e material nos hospitais; o chefe da Casa Civil alertou para a falta de leitos.
— No Amapá, o maior hospital do Estado atingiu 100% de ocupação de UTIs no dia 7. O Ministério Público pediu abertura de mais leitos.
— No mesmo dia, Mato Grosso tinha 59 pessoas à espera de UTI e pediu ajuda a outros Estados para transferir pacientes.
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Mais um inútil do timinho de ministros Cai cai do Bozo esse aí se chama Pezzadelo da Saúde, o Brasil desabando em vítimas e o povo jogado a própria sorte sem nada de contrapartida eu não tenho dúvidas que estamos sendo governados por um bando de loucos da cloroquina.
Este senhor é o mestre em logística de rancho de quartel. Arroz e feijão. E assim mesmo nossos recrutas na maioria dos dias almoçam em casa pq as forças armadas não tem comida prá eles. Somente prós oficiais. O que esperar de logística em saúde. Mentiu prá PF e continua dando provas de sua incompetência
SR. MINISTRO – NUM PAIS DE 215.000.000 DE HABITANTES, ATÉ AGORA ATINGIMOS 4% DESSA POIPULAÇÃO, OU NÃO TEMOS VACINA SUFICIENTE, OU TEMOS POUCOS LOCAIS DE VACINAÇÃO OU TÃO BRINCANDO COM OS BRAZUCAS ? PIROTECNIA NÃO ADIANTA.