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Brasil O ministro da Saúde diz que só deve entregar pouco mais da metade das vacinas contra o coronavírus previstas para abril

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Prioridade é acelerar a campanha, a fim de atingir meta definida para o dia 25 de agosto. (Foto: EBC)

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse nesta quarta-feira (31) que só tem previsão de receber e distribuir, em abril, pouco mais da metade das doses de vacinas contra covid-19 anunciadas anteriormente pelo governo federal.

Queiroga prevê agora 25,5 milhões de doses, mas o cronograma divulgado em 19 de março pelo Ministério da Saúde tinha a previsão de recebimento de 47,3 milhões de doses.

Cronograma previsto de abril, que não será integralmente cumprido:

— Fiocruz – Astrazeneca/Oxford (doses importadas) – 2 milhões;

— Fiocruz – Astrazeneca/Oxford (envase local) – 21,1 milhões;

— Butantan – Sinovac – 15,7 milhões;

— Bharat Biotech/Precisa Medicamentos/Covaxin – 8 milhões;

— União Química – Gamaleya/Sputnik – 400 mil;

Da lista acima, Covaxin e Sputnik não obtiveram ainda autorização para uso emergencial. Outro ponto de dúvida é a entrega de 2 milhões de doses importadas já prontas da vacina de Oxford, que não têm previsão de ser concretizada.

“Em relação a vacinas, em abril, previsão de 25,5 milhões de doses. Há atrasos na entrega das duas principais indústrias nacionais, Butantan e Fiocruz, há questão da vacina indiana, que a Anvisa ontem suspendeu a planta”, disse o ministro.

O problema na “planta” citado pelo ministro está relacionado com as inspeções feitas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) na empresa na Índia. A agência negou a certificação de boas práticas de fabricação à Bharat Biotech, empresa de biotecnologia indiana que desenvolveu a Covaxin. Foram ao menos 14 pontos de problemas apresentados na vistoria feita na fábrica.

Nesta quarta, a Anvisa negou o pedido de importação das 20 milhões de doses da Covaxin, indicando que “há incerteza sobre a eficácia e a segurança da vacina” já que dados necessários para análise não foram apresentados.

O Ministério da Saúde pode apresentar novo pedido após resolver os problemas na documentação, de acordo com a Anvisa.

Problemas em março

A diminuição do total de doses já anunciadas para abril não é o único revés no Programa Nacional de Imunizações (PNI). O mês de março também terminou com defasagem em relação ao planejamento deixado pelo general Eduardo Pazuello, que ocupava o ministério.

O governo previa 38 milhões de doses das seguintes fabricantes:

— Fiocruz – AstraZeneca-Oxford – 3,8 milhões;

— Butantan – Sinovac – 23,3 milhões;

— Covax Facility – AstraZeneca – 2,9 milhões;

— Bharat Biotech/Precisa Medicamentos – 8 milhões.

Não foi realizada a entrega da vacina indiana Covaxin, produzida pela Bharat Biotech e com importação feita pela brasileira Precisa Medicamentos. Por falta de documentos e informações insatisfatórias, a Anvisa negou autorização para importação e também não concedeu o certificado de boas práticas de fabricação.

Outra redução ocorreu nas entregas do consórcio global Covax Facility, que só entregou pouco mais 1 milhão de doses em sua primeira remessa ao País.

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