Quarta-feira, 20 de Janeiro de 2021

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Brasil O ministro da Saúde propõe que os países do Mercosul se alinhem em relação às ações de enfrentamento ao coronavírus

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A distribuição entre os estados ficaria por conta do Ministério da Saúde, dirigido por Pazuello. (Foto: Carolina Antunes/PR)

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, propõe que os países do Mercosul se alinhem em relação às ações de enfrentamento ao coronavírus e “capitalizem as relações de forma política em prol da população”.

Em uma reunião virtual com ministros da Saúde do Uruguai, da Argentina, da Bolívia e do Paraguai, realizada nesta quinta-feira (3), o titular da pasta também disse que o Brasil está compromissado em adquirir as vacinas para combater a doença. O encontro ocorre a cada seis meses.

Outro foco do discurso, parte improvisado, foi reforçar a importância na mudança no protocolo do atendimento médico dos pacientes do novo coronavírus, que ocorreu na sua gestão. Ele voltou a dizer que as campanhas pela busca de hospitais no surgimento do primeiro sintoma da doença, não importando a gravidade, fizeram diferença.

“A curva do Brasil é alongada, pois é um país com dimensões continentais, diferenças regionais e populacionais. Por isso, tivemos impactos diferentes dependendo de cada região. O que fez e faz diferença pra nós é o tratamento precoce. A mudança de protocolo de cuidado aos pacientes da covid-19”, explicou.

Com os ex-ministros Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich, ambos médicos, a orientação era, em caso de sintomas leves, ficar em casa, isolado e em observação. Pazuello já declarou que isso pode ter aumentado o número de mortes pela doença em alguns discursos. Um deles foi à Organização Mundial da Saúde (OMS), outro foi em sua posse, depois de meses como interino no cargo.

Outras doenças

O general também retomou a preocupação com as doenças represadas, que saíram do foco por causa do novo coronavírus, e com as que fazem milhares de vítimas na América do Sul todos os anos como dengue, zika, chikungunya, e febre amarela.

“Vivemos uma pandemia, mas também vivemos outras doenças que podem circular entre nossos países. Precisamos estar atentos. Reuniões como essa são um canal aberto para trocarmos rapidamente informações e, também rapidamente, fazer estratégias que permitam que a gente controle qualquer surto ou endemia que esteja propagando”, afirmou.

A reunião foi fechada e durou menos de duas horas. Os discursos dos outros ministros não foram divulgados.

Vacinas

Pazuello afirmou na quarta (2) que o Brasil trabalha com “no máximo” três opções de vacina contra a covid-19 no planejamento da imunização da população contra o novo coronavírus. A declaração ocorreu após o anúncio da aprovação da vacina da Pfizer e da BioNTech pelo Reino Unido.

O ministro, nas entrelinhas, parece reforçar a mensagem transmitida pelo seu secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo Medeiros, na última terça-feira (1º). Medeiros, que não citou vacinas específicas, disse que imunizantes dependentes de armazenamento e transporte sob temperaturas muito baixas — caso da fórmula da Pfizer — fogem do padrão ideal da pasta por limitações logísticas do País.

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