Segunda-feira, 28 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 27 de dezembro de 2019
O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, teve uma longa conversa por telefone com o chanceler argentino, Felipe Solá, e o convidou na quinta-feira para uma visita a Brasília “no final do próximo mês”, afirmou a Chancelaria argentina em um comunicado. A conversa, que durou uma hora e meia, abre caminho para um possível acordo entre os ministérios para políticas comuns em torno das relações comerciais. As informações são do jornal O Globo.
“A relação entre a Argentina e o Brasil é de dois países irmãos que historicamente tem mantido frutíferas relações comerciais, culturais e políticas”, expressou Solá, segundo o comunicado. Ao jornal O Globo, o Itamaraty confirmou que a ligação aconteceu.
De acordo com o documento, os dois ministros concordaram a respeito da necessidade de dar importância à participação dos setores privados nas negociações comerciais entre ambos os países.
A conversa, que culminou em um acordo para manter “um canal de diálogo permanente” e em um encontro em Brasília, marcado para 31 de janeiro, também teve participação do secretário de Política Exterior da Argentina, Pablo Tettamanti; do chefe de gabinete da Chancelaria, Guillermo Chaves; e do novo embaixador argentino no Brasil, Daniel Scioli.
No início de dezembro, em um recado direto a Solá, Araújo havia afirmado que o governo brasileiro está disposto a “construir pontes”, mas não “com o passado recente e desastroso”. Uma semana antes, Solá havia afirmado que o Brasil tenta instalar um debate ideológico no Mercosul.
Boa relação
O embaixador Scioli, ex-vice-presidente da Argentina entre 2003 e 2007 e derrotado por Maurício Macri na corrida presidencial de 2015, foi apresentado pelo presidente Alberto Fernández como seu primeiro gesto para uma boa relação com o Brasil, por representar um nome que “valoriza muito”. Em entrevista ao jornal O Globo, Scioli disse que sua função seria “aproximar posições” entre os dois países.
“Fernández conhece minha de forma trabalhar, sempre busco acordos, descomprimir situações de conflito”, assegurou Scioli no último dia 5.
Sobre o desafio que tem pela frente, Scioli afirmou: “[Tenho} Um grande trabalho [pela frente], por isso pensaram em mim e em minha capacidade de aproximar posições. Vejo esse espírito nas últimas declarações de Bolsonaro e de Alberto Fernández. Querem uma relação pragmática e buscar pontos de encontro”.
Os comentários estão desativados.