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Brasil O ministro do Planejamento aceitou o convite para assumir o comando do BNDES

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Dyogo Oliveira receberá a missão de "pacificar" a relação do banco com o TCU. (Foto: Beto Barata/PR)

O atual ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, será o novo presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), a mais importante instituição de fomento do País. A decisão foi tomada nesse sábado, em reunião de articulação política no Palácio do Jaburu, em meio ao processo de definição da “dança das cadeiras” sobre a reforma ministerial e a nova equipe econômica do governo pelo presidente Michel Temer.

No lugar de Oliveira assumirá o secretário-executivo do Planejamento, Esteves Colnago. De acordo com fontes do primeiro escalão federal, o seu nome foi escolhido para manter a atual condução da área.

Já o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Eduardo Guardia, vai assumir o comando da pasta no lugar de Henrique Meirelles, que deixará o cargo para tentar viabilizar a sua candidatura ao Palácio do Planalto (em “voo solo” ou como vice na chapa de Temer).

É possível que a composição final da equipe econômica tenha sido fechada nesse domingo, após reunião entre Meirelles e o líder do governo no Senado, Romero Jucá (RR), que tem influência no Planejamento e patrocinou a ida de Dyogo para o comando do BNDES – um dos principais braços de liberação de recursos neste ano eleitoral. Não há, porém, confirmação oficial de que o “martelo foi batido” para todos os nomes e vagas.

Meirelles queria fazer de Guardia o seu sucessor e indicar o secretário Mansueto Almeida (Acompanhamento Fiscal) para o Planejamento, mas os planos do ministro esbarraram nos de Jucá. O senador trabalhou para empossar Dyogo no banco estatal, contanto que o secretário-executivo Colnago assumisse o Planejamento.

De acordo com aliados, Meirelles não insistiu na nomeação de Mansueto. Com isso, deve prevalecer o projeto de Jucá. A ida de Dyogo para o BNDES agrada ao Planalto, que o vê como uma pessoa de sua confiança e capaz de reverter a fragilidade institucional enfrentada pelo banco após as denúncias envolvendo operações suspeitas com o grupo JBS/Friboi e as empreiteiras investigadas pela Operação Lava-Jato.

Incumbência

Dyogo terá como um dos objetivos “pacificar” a relação do banco com as instâncias de controle, como o TCU (Tribunal de Contas da União). Além disso, deverá ampliar o diálogo com o setor privado, fundamental para fazer deslanchar as concessões de infraestrutura hoje emperradas.

Caberá ao BNDES, nessa estrutura, viabilizar essas concessões e garantir o financiamento na parte mais crítica dos projetos, no seu início. Depois disso, o banco deverá coordenar a troca para o financiamento privado, via operações financeiras como a securitização de recebíveis.

Para fechar a equação que envolvia a indicação da cúpula do PP (e, consequentemente, o ciclo da equipe econômica), Temer aceitou a ascensão do vice-presidente de Habitação, Nelson Antonio de Souza, ao comando da Caixa Econômica Federal. O atual presidente do banco estatal, Gilberto Occhi (PP), comandará o Ministério da Saúde – a posse está marcada para as 10h30min desta segunda-feira.

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