Segunda-feira, 28 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 8 de maio de 2018
O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes, disse nesta terça-feira (8), que apesar de ter todas as credenciais possíveis para disputar a Presidência, seu ex-colega de Corte Joaquim Barbosa teria dificuldade para dialogar com a classe política.
Em entrevista à Rádio Guaíba, de Porto Alegre, Gilmar Mendes fez uma análise do atual cenário político e endossou discurso de que a governabilidade passa pela maioria no Congresso. “Normalmente, o maior partido precisa fazer uma ponte com outros para ter maioria absoluta. Então, é preciso negociar e discutir”, afirmou.
Sobre a desistência da pré-candidatura de Joaquim Barbosa pelo PSB, Gilmar Mendes preferiu não entrar no mérito da decisão, mas pontuou as dificuldades de se conduzir o País. “Eu não vou fazer juízo sobre isso, pois a tarefa de presidente da República é muito complexa. Dos quatro presidentes eleitos sob a Constituição de 88, Collor, FHC, Lula e Dilma Rousseff, somente dois terminaram o mandato”, declarou.
Barbosa vinha mantendo suspense sobre a decisão de disputar ou não a Presidência da República. À revelia, o PSB já havia começado a montar uma estrutura de campanha e a procurar partidos para compor a chapa presidencial. Os dirigentes pessebistas avaliaram que era necessário antecipar a organização da legenda mesmo sem o aval do ex-ministro.
Em abril, a bancada da legenda na Câmara divulgou um manifesto público cobrando do ex-ministro contribuição para que a sigla possa “revigorar” projeto eleitoral apresentado em 2014, quando o partido teve candidatura própria ao Palácio do Planalto.
Recém-filiado, o ex-presidente do Supremo já era considerado o virtual candidato do partido. A resistência inicial a um projeto eleitoral encabeçado pelo ex-ministro foi superada internamente, disse o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, no início de abril.
Lula
O ministro Gilmar Mendes ainda rechaçou qualquer possibilidade de ir até Curitiba, no Paraná, para entrevistar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso desde 7 de abril na Superintendência da Polícia Federal. “Não iria ao presídio para tanto”, disse. Ele reforçou que a suposta entrevista, ventilada na impressa, é parte de um projeto que analisa a passagem dos 30 anos da Constituição Federal. “No caso de chegar a hora de ouvir Lula, se ele ainda estiver preso, alguém irá até lá para conversar com ele”, finalizou.
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