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Brasil Ministro do Supremo mandou bloquear o apartamento do senador Valdir Raupp

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Valdir Raupp em discurso no Senado. (Foto: Waldemir Barreto Agência Senado)

O ministro Luiz Edson Fachin, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou o sequestro e a indisponibilidade de um apartamento duplex em Brasília que pertence ao senador Valdir Raupp (PMDB-RO).

O bloqueio foi determinado no âmbito de um inquérito relacionado à Operação Lava Jato que investiga o parlamentar. O objetivo, segundo investigadores, é garantir eventual ressarcimento aos cofres públicos se Raupp for condenado.

Procurado, Raupp avaliou em nota como um “equívoco” a decisão de Fachin. Segundo o senador, o apartamento não é dele, mas, sim, da esposa, a deputada Marinha Raupp, que financiou o imóvel em um banco por 20 anos e ainda faltam cerca de 10 anos para quitar o apartamento.

A decisão de Fachin foi informada ao 2º Cartório de Registro de Imóveis de Brasília no último dia 10 de maio, mas só tornada pública agora.

O ministro retirou, nesta semana, o segredo de Justiça do caso, vinculado a uma ação penal contra o senador.

Raupp é réu por corrupção passiva e lavagem de dinheiro e é acusado pelo Ministério Público de ter recebido propina de R$ 500 mil por meio de doação oficial para a campanha dele ao Senado em 2010.

Também são réus nessa ação penal um cunhado do senador e uma ex-funcionária de Raupp.

Na mesma sessão, os ministros da Segunda Turma também aceitaram denúncia pelos mesmo crimes contra o cunhado do senador de Rondônia, Pedro Roberto Rocha, e uma ex-funcionária, Maria Cleia de Oliveira.

A Procuradoria acusa o senador do PMDB de ter pedido ajuda ao ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa para obter doações eleitorais. Após ser acionado pelo peemedebista, Costa pediu o auxílio do lobista Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano, relatam os investigadores.

O doleiro Alberto Yousseff, por sua vez, teria acertado com uma assessora de Raupp que a doação seria feita pela construtora Queiroz Galvão, empreiteira que mantinha contratos com a Petrobras.

A denúncia da Procuradoria apresenta registros de um encontro entre o senador de Rondônia e o lobista Fernando Baiano, além de telefonemas entre Maria Cleia com o doleiro Alberto Youssef.

Por meio de nota, Raupp disse na época da denúncia, respeitar a decisão dos ministros mas insistiu que as doações foram declaradas à Justiça e que não podem ser consideradas como prova de “ilicitudes”.

Leia a íntegra da nota divulgada por Valdir Raupp após o STF aceitar denúncia contra ele:

Respeito à decisão dos Ministros da 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), proferida nesta data. No entanto, continuo a acreditar que contribuição oficial de campanha devidamente declarada, não pode ser considerada como indício e/ou prova de ilicitude.

Esclareço também que as contribuições da campanha de 2010, que são objeto da causa, foram feitas diretamente ao Diretório Regional do PMDB do Estado de Rondônia, tendo sido as contas aprovadas pelo Tribunal Regional Eleitoral(TRE-RO).

Durante a instrução do processo, a defesa terá oportunidade de provar suas teses que, certamente, levarão à conclusão da legalidade das contribuições

Brasília, 07 de março de 2017

Senador Valdir Raupp

(AG)

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