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Brasil O novo presidente do Senado diz que “o Brasil precisa ser pacificado”

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Presidente do Senado diz que indicação para vaga no Supremo Tribunal Federal "é algo que precisa ser resolvido". (Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado)

Assegurando a “defesa intransigente do Estado democrático de direito”, o novo presidente do Senado Rodrigo Pacheco garante já ter traçado seu tripé de prioridades, apoiado em saúde, assistência social e crescimento econômico. Para isso, quer vacinação urgente contra o coronavírus para todos, assim como definição rápida de programa de apoio aos mais vulneráveis. Mas sabe que, para que a economia também se recupere, serão necessárias reformas. “Temos que ter compromisso com as futuras gerações. Medidas amargas e antipáticas precisam ser tomadas para corrigir distorções”, avisa, em entrevista ao Estado de Minas e ao Correio Braziliense.

Pacificação, compreensão e respeito às divergências: com essa combinação e depois de aglutinar apoio de um amplo arco de alianças que possibilitou sua eleição para a presidência do Senado menos de três anos após chegar à Casa, o mineiro Rodrigo Pacheco assume o posto com discurso conciliador. Advogado, admirador de Juscelino Kubitschek, ele sabe que não será tarefa fácil em um país em que os atritos estão potencializados. Mas crê que a receita seja preservar fundamentos científicos, econômicos e sociais, além dos princípios da Constituição Federal, com a garantia de respeito e independência entre as instituições.

Rodrigo Pacheco (DEM-MG) nunca viveu dias tão intensos. Eleito presidente do Senado Federal com amplo leque de apoios circunstanciais acumulou compromissos ao longo da semana. Em Brasília, se reuniu com lideranças nacionais, como o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), e o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL). De volta a Belo Horizonte, “peregrinou” por diversas instituições: esteve com o governador Romeu Zema (Novo) e o prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD). Foi à Assembleia Legislativa e passou pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). Depois, visitou a seccional estadual da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Na visão dele, o tripé de prioridades para o próximo biênio já está traçado: saúde, assistência social e crescimento econômico.

A necessidade de dar apoio aos vulneráveis e crê que a definição dos termos da transferência de renda precisa ocorrer de modo ágil. “Se isso se dará em um novo programa análogo ao auxílio emergencial ou em incremento do Bolsa-Família é uma decisão que será tomada o mais rapidamente possível pelo Congresso, junto à equipe econômica do governo”, disse. Uma das reformas econômicas em pauta é a tributária, que o comandante do Congresso estima entregar em outubro. “A distribuição de renda precisa existir no país, mas passa por um protocolo fiscal e por um sistema tributário mais justo”, explicou. O pacote de mudanças, que engloba alterações na máquina pública e propostas de emenda à Constituição (PECs), é visto por Pacheco com olhos esperançosos. “Temos que ter compromisso com as futuras gerações. Medidas amargas e antipáticas precisam ser tomadas para corrigir distorções.”

Em tempos em que os limites da democracia são testados e pressionados por narrativas da extrema-direita, Rodrigo Pacheco é enfático ao assinalar o modo como vai conduzir a presidência do Congresso Nacional, em “defesa intransigente do Estado democrático de direito”. Este foi um dos temas centrais em seu discurso de posse. Apesar disso, contudo, ele considera não haver, neste momento, ameaça concreta. “Pelo menos assim considero. As instituições estão fortalecidas e em funcionamento. A democracia está na essência do Brasil hoje”, pontuou, garantindo reação imediata do Congresso caso se configurem situações em contrário. Ele promete buscar a “pacificação” da sociedade, entre instituições e da classe política, adotando, para isso, os fundamentos da ciência, os fundamentos econômicos, sociais e os princípios da Constituição Federal. “Não há muito segredo nisso: é obedecer à Constituição, fazer com que as instituições cumpram seus papéis sem interferir no papel das outras, e que respeitemos as posições de cada qual”, afirmou.

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