Sexta-feira, 12 de junho de 2026
Por Gustavo Victorino | 4 de novembro de 2025
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.
Reza a lenda irlandesa dos Leprechaun que no fim do arco-íris um pote de ouro está à espera de quem conseguir vencer a esperteza dos pequenos duendes.
A Europa, tão sestrosa de seus princípios humanitários e libertários acreditou que o pote estaria à sua espera driblando os princípios básicos da convivência humana e das múltiplas facetas que envolvem a pacificação do tecido social.
O canto da sereia dos humanistas de redes sociais e corredores universitários corrompidos levou gestores e líderes europeus a acreditarem que abrir suas fronteiras de forma irresponsável e unilateral seria retribuído com uma população imigrante trabalhadora construtivista, tal qual ocorreu na América do fim do século XIX.
Os tempos são outros e a própria geografia migratória alterou de forma devastadora os reais motivos de mudanças populacionais e sua consequente adaptação social.
A luta contra o preconceito e a xenofobia entrou em campo e criou a dicotomia e com ela a ideologização desse tema tão sensível.
Ao fugir da avaliação das reais variáveis inerentes ao tema, a migração populacional passou a ser tratada de forma estritamente política e social, ignorando o mais importante que é a capacidade de assimilação do tecido social ao volume migratório a ele imposto.
Países outrora equilibrados na economia começam a dar sérios indicativos de descontrole populacional, social e cultural restaurando ambientes de violência urbana, escassez e pressão orçamentária no atendimento às necessidades básicas da população.
Capitais europeias outrora seguras e referência em convívio social e histórico, mostram que as fronteiras abertas trouxeram um custo difícil de superar a curto e médio prazo.
A coisa cresceu e isso tornou o problema tão grande quanto a necessária coragem para buscar soluções. A Europa mostra sua decadência a olhos vistos e, salvo raras exceções como a Polônia e alguns países escandinavos, o destino a curto prazo lhes reserva problemas de toda a ordem e que dificilmente serão resolvidos em alguns anos.
Ideologizar as correntes migratórias e aceitar a atecnicidade como conceito social mudou a Europa para sempre, com ou sem soluções no horizonte. O pote de ouro não está no fim do arco íris e o Leprechaun hoje ri de quem tentou enganá-lo.

(Gustavo Victorino é deputado estadual pelo Rio Grande do Sul, advogado, jornalista e radialista)
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
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Na realidade está e a nova empreitada dos malucos muçulmanos e da esquerda. E corromper por dentro. Por vias bélicas todos perdem para os americanos e europeus, então a melhor forma e entrar por dentro deles, se misturando com eles…
Afinal, não elegeram um muçulmano prefeito de Nova York!
Bela análise Victorino, além disso com exposição clara e escrita com arte.
parabéns.
A Europa abriu suas fronteiras para acolher milhares de muçulmanos, entre estes muitos terroristas infiltrados, e hoje está pagando um alto preço desta decisão “socialista humanitária”…
Só que nesta fase do processo não tem mais volta…