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Colunistas Tráfico não é trabalho – é crime

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Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

Nos últimos dias, uma fala de uma vereadora do PSOL gerou revolta em todo o país. Ao afirmar que traficantes são “trabalhadores”, ela não apenas ofende as famílias destruídas pelo tráfico, mas também desrespeita cada policial que arrisca a vida diariamente para combater esse crime.

Sendo brigadiana há quase três décadas, sei o que significa encarar o tráfico de perto. Já vi mães enterrando filhos que se perderam nesse caminho. Já vi comunidades dominadas pelo medo, pela violência e pela exploração que o tráfico impõe. Dizer que isso é “trabalho” é um tapa na cara da sociedade honesta. É romantizar o crime e inverter valores que sustentam a convivência civilizada.

Trabalhador é quem acorda cedo, enfrenta ônibus lotado, luta por um salário digno, paga impostos, empreende e cria os filhos com sacrifício e dignidade. Trabalhador não vende droga, não escraviza crianças, não espalha morte.

Quem vive do tráfico não é vítima do sistema — é parte do problema que destrói o futuro de gerações inteiras. O discurso que tenta justificar o crime em nome da desigualdade social é perigoso e covarde. Ele desmobiliza a luta por oportunidades reais e empurra os jovens para o abismo, em vez de resgatá-los para o caminho da lei, da educação e do trabalho honesto.

Outro ponto precisa ser dito com clareza: não há nada de positivo na tentativa de legalizar a maconha ou outras drogas. Esse debate, travestido de “liberdade individual” ou “redução de danos”, ignora a realidade das ruas e o sofrimento de quem lida diariamente com as consequências desse vício. As drogas destroem vidas, financiam armas, alimentam facções criminosas e fortalecem o tráfico que castiga o povo trabalhador.

Cada cigarro de maconha ou pedra de crack comprada é uma bala disparada contra um policial, um pai de família, uma criança inocente. Essa é a verdade que muitos preferem ignorar. Enquanto alguns defendem a “regulamentação” como solução mágica, nós, nas forças de segurança, continuamos recolhendo corpos das vítimas de um sistema que mata — e que se alimenta exatamente do consumo que alguns querem normalizar.

Eu jamais aceitarei que se relativize o crime. Defender o traficante como “trabalhador” é trair o verdadeiro trabalhador — aquele que cumpre a lei, sustenta a família com o próprio esforço e confia no Estado para protegê-lo.

O Brasil precisa de coragem para enfrentar o crime, não de discursos que o normalizam. Precisamos resgatar o valor da autoridade, da responsabilidade e da ética. Porque sem lei, sem ordem e sem respeito, não há justiça social — há barbárie.

Comandante Nádia Gerhard
Presidente da Câmara de Vereadores

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
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Sergio Araujo
4 de novembro de 2025 20:00

100% correta. Ainda bem que temos políticos da estirpe da Nádia.

Fernando Krause
5 de novembro de 2025 14:10

A extrema esquerda brasileira considera as “vítimas dos viciados” como “trabalhadores”, e por isso a seita diabólica “socialista” usa este nome…

Garivaldino Ferraz
5 de novembro de 2025 18:15

Parabéns à Vereadora Comandante Nádia que, usando de sua experiência, como Policial e como política, respondeu devidamente ao chorume humano que alguns eleitores, viciados em merda, colocaram na Câmara de Vereadores de Porto Alegre.

Getulio S. Dias Academico
6 de novembro de 2025 00:11

A Nadia é policial da reserva. Atualmente uma vereadora.

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