Terça-feira, 29 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 13 de agosto de 2017
O papa Francisco afirmou neste domingo (13) que a fé não é uma fuga dos problemas, mas, sim, o que dá sentido à vida. Para Francisco, cristãos que consultam “cartomantes e horóscopos” não tem “fé tão forte”.
Durante a Oração do Ângelus no Vaticano, o pontífice disse que, quando os fiéis não se “apegam à palavra do Senhor e, para ter mais segurança, consultam horóscopos e cartomantes, a pessoa começa a chegar ao fundo”.
“Apenas a fé dá a segurança da presença de Jesus, que nos impulsiona a superar as tempestades existenciais. É a certeza de segurar uma mão que nos ajuda com as dificuldades, apontando o caminho, mesmo quando está escuro”, acrescentou o papa.
Francisco ressaltou que o Evangelho de domingo, que recorda o episódio de Jesus a caminhar sobre as águas, tem “um rico simbolismo” e faz refletir sobre a fé, pessoalmente e em comunidade, porque o barco dos apóstolos “é a vida de cada um, mas também da Igreja”. E acrescentou: “este episódio é uma imagem da maravilhosa realidade da Igreja de todos os tempos: um barco ao longo da travessia também enfrenta ventos contrários e tempestades que ameaçam dominá-la”.
Na Praça de São Pedro, o pontífice afirmou que o que salva a Igreja é a “coragem e as qualidades dos seus homens sendo que a fé em Cristo e a sua palavra são garantias contra o naufrágio”.
O papa recordou ainda que a fé no Senhor e na sua palavra não abre aos seres humanos um caminho onde tudo é fácil e pacífico; não tira as tempestades da vida.
Francisco explicou aos peregrinos e visitantes na Praça de São Pedro que a fé “dá a segurança” da presença de Jesus que “impele a superar as tempestades existenciais”, a certeza de uma mão a segurar-nos e que ajuda “com as dificuldades” apontando o caminho.
De acordo com o pontífice, o vento de proa que atinge o barco dos apóstolos são “as dificuldades e os ensaios” e a invocação de Pedro – “Senhor, manda-me ir ter contigo!” – e o seu grito – “Senhor, salva-me!” – parece o “desejo de sentir a proximidade do Senhor” mas também “medo e ansiedade”.
“Como é a nossa fé e a fé de nossa comunidade?”, questionou.
Francisco desejou ainda que a Virgem Maria ajude cada um a “persistir firmemente na fé” para suportar as tempestades da vida, para “ficar no barco da Igreja evitando “a tentação de ir em barcos assombrados”.
Após a oração, o papa saudou os peregrinos e famílias presentes no Vaticano e saudou os grupos de jovens, nomeadamente, escuteiros de Treviso e Vicenza e os participantes do congresso nacional da Juventude Franciscana.
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