Segunda-feira, 07 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 19 de fevereiro de 2016
O papa Francisco admitiu que mulheres em tratamento contra o vírus da zika poderiam recorrer ao uso de contraceptivos. Segundo ele, há uma clara diferença moral entre o aborto e a prevenção de uma gravidez.
Francisco foi questionado se o aborto ou o controle de natalidade poderiam ser considerados um mal menor, quando foi confrontado sobre regiões onde o vírus da zika vêm provocando uma emergência de saúde pública. O papa não especificou, contudo, quais contraceptivos poderiam ser usados. Os métodos vão desde o uso de preservativo e de pílula anticoncepcional até o DIU (dispositivo intrauterino).
Francisco excluiu o aborto do debate. “O aborto não é um mal menor, é um crime. Levando uma vida para salvar outra. É um crime. É um mal absoluto”, descreveu.
O pontífice traçou um paralelo com a decisão tomada pelo papa Paulo 6 de aprovar o uso de contraceptivos por freiras que corriam risco frequente de serem estupradas em meio a um conflito no Congo belga. “Paulo 6º, em uma situação difícil na África, permitiu às freiras que usassem contraceptivos para casos em que foram violentadas. Eu também exortaria os médicos que façam de tudo para encontrar vacinas contra esse mosquito [Aedes aegypti, que transmite o vírus da zika]”, declarou. (Folhapress)
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