Quarta-feira, 30 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 15 de junho de 2016
O papa Francisco rejeitou uma doação considerável oferecida pelo presidente da Argentina, Mauricio Macri, para uma organização de caridade apoiada pelo sumo pontífice. A razão: o valor incluía o número 666, que para muitos católicos faz referência ao demônio.
No início do mês, o presidente argentino ofertou a quantia de 16.666.000 pesos (equivalente a 4,2 milhões de reais) à Scholas Occurentes, instituição internacional voltada à educação. De acordo com o site especializado Vatican Insider, parte do jornal italiano La Stampa, o papa enviou uma nota para a organização pedindo que recusasse o dinheiro.
Macri e Francisco já divergiram em outras ocasiões, especialmente em relação às medidas de austeridade financeira adotadas pelo presidente para controlar a inflação. O pontífice também não ficou satisfeito com a forma com que a imprensa argentina relatou a oferta, dizendo que a relação entre os dois estava melhorando. Em carta ao governo argentino, a Scholas explicou que é conveniente devolver o dinheiro porque “há aqueles que estão tentando deturpar este gesto institucional”. Um representante de Macri falou que a “soma foi baseada nos gastos da sede da instituição em Buenos Aires, com base nos salários de 36 funcionários, além de equipamentos e manutenção do prédio”.
Os comentários estão desativados.