Terça-feira, 29 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 11 de outubro de 2020
O piloto inglês Lewis Hamilton deu um passo importante na sua carreira no domingo (11), ao vencer o GP de Eifel, em Nürburgring. Chegando a marca de 91 vitórias na Fórmula 1, o britânico se iguala ao número de vitórias de Michel Schumacher. Com o GP de Portugal, que acontece daqui a duas semanas, Hamilton terá a oportunidade de ser o maior recordista da Fórmula 1 da história.
Depois da corrida, Hamilton recebeu um presente do filho de Schumacher, Mick, piloto reserva da Alfa Romeo. O jovem piloto foi parabenizá-lo pelo resultado e o presenteou com uma réplica do capacete usado por Schumacher no seu último ano na Fórmula 1.
Hamilton foi quem substituiu Schumacher nas pistas pela Mercedes. Em 2013, o alemão sofreu um grave acidente de esqui em dezembro de 2013, nas montanhas de Meribel, na França. De lá para cá, nunca mais foi visto ou fotografado.
Em setembro, Elisabetta Gregoraci, ex-esposa de Flávio Briatore, ex-chefe do piloto na Fórmula 1, disse que Schumacher não falará mais. Ela garantiu que o ex-piloto se comunica “apenas com os olhos, e só três pessoas podem vê-lo”.
Críticas
Lewis Hamilton não costuma falar das críticas que recebe de seus pares no automobilismo, mas aproveitou o dia em que igualou as 91 vitórias de Michael Schumacher, um recorde considerado praticamente imbatível na Fórmula 1, e deu o seu recado. O inglês, que abriu 69 pontos na liderança do campeonato com a vitória no GP de Eifel, na Alemanha, e caminha a passos largos para conquistar o sétimo título mundial, com seis etapas para o final, se mostrou decepcionado com as declarações de algumas lendas do esporte a respeito dele.
“Você poderia ser lembrado por ter os maiores números, e isso seria algo legal de se ter, mas o importante é a caminhada, a maneira como você faz as coisas e os obstáculos que você encarou. Cada um tem sua jornada e não acho que deveriam criticar ninguém pela maneira como você faz as coisas, e muitas pessoas fazem isso, especialmente pilotos mais velhos, que ainda têm algum problema comigo – não sei por que, mas talvez um dia eles vão superar”, afirmou o inglês. “Tenho muito respeito pelas lendas do esporte, embora eles teimem em falar mal de mim o tempo todo. Mas ainda o considero grandes porque sei que, na época deles, enfrentaram muitas dificuldades. Eram outros tempos e eles se mantiveram como lendas.”
Hamilton prometeu que, quando encerrar a carreira, terá uma abordagem diferente com os mais novos. “Daqui a 20 anos, quando estiver olhando para trás, posso prometer para vocês que não vou fazer isso, não vou ficar falando mal de qualquer piloto que está tendo bons resultados porque acho que a nossa responsabilidade, como pilotos mais velhos, é destacar e encorajar. Vai haver outros pilotos, como Charles [Leclerc] ou Max [Verstappen], que vão perseguir os recordes que eu, eventualmente, estabelecer. E seria a abordagem errada ficar torcendo para que eles não quebrem. Você tem que encorajá-los a atingir o máximo de seu potencial e, se isso significa, bater os recordes, isso é algo incrível”, disse.
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