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Colunistas O poder do adesivo

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"Nos últimos dias, um ato covarde e inaceitável aconteceu na Câmara Municipal de Porto Alegre." (Foto: Ederson Nunes/CMPA)

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

Um adesivo não é apenas um pedaço de papel com cola. Ele é uma ferramenta de comunicação. É um símbolo, um gesto, uma escolha. Publicitários, artistas e militantes sabem bem disso: um adesivo serve para fixar uma mensagem, torná-la visível, “colar” uma ideia, literalmente. Toda frase nasce para se tornar realidade. Ninguém publica um anúncio, por exemplo: “pão com mortadela a R$ 5,00” para que o produto permaneça esquecido na prateleira. Quem anuncia quer vender. Quem cola uma frase quer propagar um pensamento, construir uma narrativa, influenciar consciências, até executar ações.

Nos últimos dias, um ato covarde e inaceitável aconteceu na Câmara Municipal de Porto Alegre. Um adesivo com a frase “Fogo nos Racistas” foi colado na porta do meu gabinete, sobre a minha foto, durante uma visita oficial de alunos da UFRGS. Ainda mais grave: uma professora presente assumiu a autoria do gesto.

O fato, por si só, já seria grave. Mas o que torna tudo ainda mais preocupante é a tentativa de normalização da violência. Parlamentares ligados à esquerda tentaram justificar o ocorrido como uma “manifestação cultural”. Desde quando incitar fogo contra alguém — simbolicamente ou não — é cultura? Desde quando uma agressão a uma parlamentar pode ser tratada como expressão artística?

A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é clara: ameaças dirigidas a chefes de Poder configuram atentado direto ao Estado Democrático de Direito. Não se trata apenas de uma ofensa pessoal. É um ataque à instituição, dirigido à presidente da Câmara Municipal de Porto Alegre — e, portanto, ao próprio Legislativo da capital dos gaúchos.

Não é apenas um adesivo. É sobre o que ele quer “colar”: a ideia de que quem pensa diferente deve ser silenciado, apagado, queimado. “Fogo nos Racistas” não é metáfora inocente. Nela, o fogo é destruição, eliminação, violência.
A história mostra o que acontece quando o fogo é usado como arma. Durante a Inquisição, pessoas foram queimadas vivas em praças públicas por ousarem pensar diferente. E, recentemente, no Nepal, o fogo voltou a ser instrumento de ódio e descontrole: 19 pessoas morreram e centenas ficaram feridas durante protestos liderados por jovens que incendiaram prédios governamentais e casas de parlamentares. A esposa de um ex-primeiro-ministro sofreu queimaduras graves. Nessa mensagem, o fogo — literal ou simbólico — tem caráter de tragédia!

E cabe perguntar: que valores uma professora transmite ao colar essa frase sobre a foto de uma representante eleita? O que ensina aos seus alunos? Que, quando não concordamos com as ideias de alguém, devemos acabar com essa pessoa? Que a educação é espaço para doutrinar ódio e não para formar cidadãos?

Um adesivo pode parecer pequeno, mas o que ele carrega é muito grande. Ele pode colar uma ideia ou tentar instigar atitudes violentas. E é aí que está a diferença entre quem usa a palavra para construir pontes e quem a usa para atear fogo na democracia. Em Porto Alegre não existe espaço para a intolerância. A Câmara Municipal não se dobra à covardia. E eu, como presidente e defensora da liberdade, do respeito à lei e às instituições, não me calo diante da violência travestida neste adesivo.

Nádia Gerhard

Presidente da Câmara Municipal de Porto Alegre

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

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Adalberto Meneguzzi
7 de outubro de 2025 12:43

Esse é o nível da educação que assola nosso país não só nas faculdades, mas desde muito cedo!
Em pouquíssimos anos não teremos mais profissionais formados para serem os melhores em suas profissões. Serão os melhores militantes na sociedade.
E aqueles que ousarem criticar as causas da extrema esquerda… os rigores das leis e a violência dessa gente!

Fernando Krause
7 de outubro de 2025 13:03

Este adesivo revela, mais uma vez, a materialização do “ódio do bem” da extrema esquerda brasileira, estrategicamente plantado nas mentes férteis dos alunos de escolas e universidades públicas por quem deveria lhes transmitir conhecimento sadio em vez de militância política nefasta.

Artur Artur
7 de outubro de 2025 14:39

Nos , cidadão de bem, fomos, e somos, muito tolerante com a bandidagem… e ela cresceu , e virou isso que está aí…DOMINANDO TUDO E TODOS…
Escutei muito…não podemos ser ser como eles os bandidos da esquerda… não podemos nos igualar…
Temos que jogar dentro das quatro linhas…
Hoje…Roubaram as linhas, o estadio….e mandam no jogo..

Vanderlei Stefani
7 de outubro de 2025 22:44

🚨URGENTE🚨

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Getulio S. Dias Academico
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