Domingo, 26 de julho de 2026
Por Redação O Sul | 25 de junho de 2019
O preço da gasolina em Porto Alegre está caindo há seis semanas. O dado foi divulgado pela ANP (Agência Nacional do Petróleo). Na Capital Gaúcha, o custo do litro manteve-se em R$ 4,54. Na semana anterior, tinha caído onze centavos.
No País, na semana encerrada em 22 de junho, o valor médio do litro da gasolina teve queda de cerca de R$ 0,03, ou 0,85%, para R$ 4,445. Foi a sexta retração consecutiva. O preço do diesel recuou R$ 0,03, ou 1,08%, a R$ 3,588, na quarta queda seguida.
Já preço do etanol caiu R$ 0,03, ou 1,2%, a R$ 2,803. Foi a oitavava queda semanal seguida do valor do combustível.
O preço do combustível representa uma média calculada pela ANP com dados coletados em postos de diversas regiões. O preço, portanto, pode variar de acordo com o local pesquisado
A pesquisa também monitora o valor médio do botijão de gás de cozinha. Segundo a ANP, esse item encerrou a semana custando, em média, R$ 69,19, o que representa um recuo de 0,04% na comparação com a semana anterior.
No acumulado do ano, o preço médio do diesel é o que teve o maior avanço em 2019 até agora, com alta de 3,97%. Já o da gasolina tem aula acumulada de 2,32%, enquanto o etanol tem queda de 0,71% e o gás de cozinha, de 0,02%.
Preços nas refinarias
O movimento de queda na cotação dos combustíveis nos postos acompanha o anúncio da Petrobras de cortes nos preços tanto do diesel quanto da gasolina em suas refinarias nas últimas semanas.
A Petrobras decide seus preços de combustíveis com base em fatores como a cotação internacional do petróleo e o câmbio, mas uma sistemática em vigor desde setembro prevê um espaçamento maior entre os reajustes. O repasse desses reajustes para o consumidor final depende dos postos.
Gás natural
O governo anunciou na segunda-feira (24) um pacote de medidas para reduzir o preço do gás natural.
Foram meses de discussões para alterar as regras de um mercado complexo. Os Estados, que têm o monopólio na distribuição de gás, poderão fazer mudanças abrindo esse mercado para outras empresas além da Petrobras.
De 27 distribuidoras de gás, a Petrobras está presente em 20 – em quase todo o Brasil. A partir de agora, os governadores vão poder optar por vender as empresas que levam o gás para fábricas, termelétricas e residências.
A indústria brasileira paga pelo gás cerca de US$ 13 pelo metro cúbico. Nos Estados Unidos, o preço fica em torno de US$ 3. Na Europa, cerca de US$ 7.
Com o novo mercado de gás, o governo quer tornar o ambiente mais competitivo, atrair investidores para o setor de gás natural, gerar empregos. O objetivo é baratear o gás que é consumido no Brasil, fazer o preço cair, aquecendo, consequentemente, toda a economia.
Segundo o ministro de Minas e Energia, o mercado vai regular o preço. “Quem vai dizer é o mercado, não somos nós que vamos dizer quanto que o valor do gás vai cair ou não. A expectativa é que em torno de dois ou três anos o preço do gás tenha uma forte redução. Para vocês terem uma ideia, a cada 10% de redução no preço do gás significa um aumento do PIB industrial da ordem de 2,1%. Então, as expectativas são bastante promissoras”, afirmou Bento Albuquerque.
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