Quinta-feira, 11 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 16 de novembro de 2020
O preço médio do diesel nos postos de combustíveis do Brasil avançou 0,8% na primeira quinzena de novembro em relação ao valor de fechamento de outubro, mas se manteve abaixo dos níveis verificados em igual período do ano passado, disse a Ticket Log nesta segunda-feira (16).
Segundo o Índice de Preços Ticket Log (IPTL), o valor médio do litro do diesel nos postos atingiu 3,713 reais nos quinze primeiros dias do mês. Na comparação anual, a queda é de 5,5%.
A Ticket Log, marca de gestão de frotas e soluções de mobilidade da Edenred Brasil que administra 1 milhão de veículos, afirmou que o valor do combustível mais consumido do País aumentou em todas as regiões no período.
Na última semana, a Petrobras elevou o preço do diesel em 5% em suas refinarias, no primeiro reajuste de novembro – que após um corte no valor do combustível no mês passado.
O repasse dos reajustes aos consumidores finais nos postos, no entanto, depende de uma série de fatores, incluindo margem de distribuição e revenda, impostos e adição obrigatória de etanol anidro.
O Brasil passa por um período de retomada no consumo de combustíveis, diante da flexibilização das medidas restritivas impostas em meio à pandemia de coronavírus. A BR Distribuidora, maior distribuidora de combustíveis do País, disse na semana passada que vê melhores volumes de vendas de etanol, gasolina e diesel no quarto trimestre.
De acordo com a Ticket Log, a região Norte possuía o diesel mais caro do Brasil na primeira quinzena de novembro, enquanto o menor preço estava no Sul. O Sudeste foi quem registrou o aumento mais acentuado nos valores médios, de 1,39%.
“Assim como o diesel comum, todas regiões brasileiras apresentaram aumento para o diesel S-10, que chegou a ficar 1,37% mais caro no Norte do País”, afirmou em nota o head de Mercado Urbano da Edenred Brasil, Douglas Pina.
Etanol
Os preços médios do etanol na semana encerrada no sábado (14) mostraram-se vantajosos em comparação com os da gasolina em quatro Estados brasileiros — São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso e Goiás— todos grandes produtores do biocombustível.
O levantamento é da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), compilado pelo AE-Taxas, e considera que o etanol de cana ou de milho, por ter menor poder calorífico, tenha um preço limite de 70% do derivado de petróleo nos postos para ser considerado vantajoso.
Em Mato Grosso, o hidratado é vendido, em média, por 68,66% do preço da gasolina, em Goiás a 67,17%, em Minas Gerais a 68,66% e, em São Paulo, a paridade ficou em 69,98%.
Na média dos postos pesquisados no País, a paridade é de 70,31% entre os preços médios de etanol e gasolina, desfavorável ao biocombustível.
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