Sábado, 03 de outubro de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Brasil O prefeito de São Paulo mandou cancelar o ato de inauguração do viaduto que leva o nome da mulher de Lula

Compartilhe esta notícia:

A ex-primeira dama Marisa Letícia Lula da Silva morreu devido a complicações de um AVC. (Foto: Heinrich Aikawa/ Instituto Lula)

O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), cancelou o evento de inauguração do viaduto que será batizado com o nome da ex-primeira-dama Marisa Letícia, na zona sul da capital paulista. A prefeitura ainda classificou a homenagem à mulher do ex-presidente Lula como injusta”.

O projeto que dá ao viaduto do M’Boi Mirim o nome de Dona Marisa Letícia foi sancionado no dia 29 de dezembro pelo prefeito em exercício de São Paulo, Milton Leite (DEM), depois de ter sido aprovado pela Câmara de Vereadores. A previsão era que a obra fosse inaugurada na próxima quarta-feira.

Em nota, a prefeitura afirma que, “por determinação do prefeito João Doria”, cancelou o evento de inauguração do viaduto, mas que a via será aberta ao trânsito no dia previsto.

A nota afirma ainda que “a escolha do nome do viaduto é prerrogativa da Câmara Municipal e fruto de um acordo entre a maioria dos vereadores — e apenas por isso respeitado pela administração municipal, apesar da discordância do prefeito em relação à injusta homenagem prestada a alguém envolvido no maior escândalo de corrupção já registrado no país e que nunca morou na cidade nem jamais lhe trouxe qualquer benefício.”

O prefeito João Doria (PSDB) e o vice-prefeito Bruno Covas (PSDB) estão em viagem.

A ex-primeira dama Marisa Letícia Lula da Silva morreu no dia 3 de fevereiro de 2016, devido a complicações de um AVC (Acidente Vascular Cerebral). No mesmo mês o PL 81/2017, de autoria do vereador Reis (PT), foi proposto pela bancada do PT e contou com o apoio de Arselino Tatto, Eduardo Suplicy, Antonio Donato, Senival Moura, Alfredinho, Juliana Cardoso, Alessandro Guedes e Jair Tatto.

Trajetória

Com ascendência italiana por parte do pai e da mãe, Marisa nasceu em 7 de abril de 1950 em São Bernardo do Campo (SP). De origem humilde, sua família morava em uma casa de pau-a-pique e chão batido. Começou a trabalhar aos nove anos como babá, aos 13 tornou-se embaladora de bombons da fábrica Dulcora. Aos 21, casou-se com o motorista Marcos, que foi morto durante um assalto quando ela estava grávida de quatro meses do primeiro filho, Marcos Cláudio.

Em 1973, conheceu Lula, na época também viúvo, quando foi até o Sindicato dos Metalúrgicos buscar um carimbo para retirar sua pensão. No ano seguinte eles se casaram. Tiveram três filhos ¬- Luis Cláudio, Fábio Luis e Sandro Luis – e ficaram juntos desde então.

Conhecida pelo “sangue quente”, dona Marisa era quem cuidava das finanças da casa e “quem mandava” no lar, segundo relatos do próprio ex-presidente.

Avessa aos holofotes, ajudou na formação do PT. Responsável pelas fichas de inscrição da sigla na época, muitas vezes ela saia às ruas para cadastrar novos filiados, buscando convencê-los da importância de montar um partido dos trabalhadores.

Das campanhas eleitorais de Lula à Presidência, ela teve participação ativa, viajando ao lado do marido e até subindo nos palanques. Na jornada de 2002, quando o marido elegeu-se pela primeira vez presidente do Brasil, ela ajudou Lula a melhorar sua imagem junto ao eleitorado feminino.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Brasil

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Em repouso no Palácio do Jaburu, Temer se recupera de uma infecção urinária
O uso do Exército brasileiro para combater o crime organizado nos Estados cresceu pelo menos três vezes nesta década
Pode te interessar