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Brasil O presidenciável Ciro Gomes questionou a capacidade de Fernando Haddad para proteger o Brasil contra “o avanço do nazismo”, em referência a Bolsonaro

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O pedetista disse não ter objeções pessoais ao candidato do PT. (Foto: Agência Brasil)

O candidato do PDT ao Palácio do Planalto, Ciro Gomes, disse que o também presidenciável Fernando Haddad (PT) “não conhece o Brasil” e questionou se o petista “vai dar conta de proteger o Brasil do avanço do nazismo”, em referência à candidatura de Jair Bolsonaro (PSL):

“Será que o camarada que acabou de perder a reeleição em São Paulo vai dar conta de proteger o Brasil do avanço do nazismo, do fascismo, do extremismo militarista? Esse é o problema. É um projeto de militarismo, de extremismo, de violência, de segregação dos negros, de segregação dos índios, de segregação e hostilidade das mulheres, de violência contra a população LGBTI”.

“Sem desmerecer o Fernando Haddad como pessoa, eu sustento que ele não conhece o Brasil e acredito que o País não aguenta mais inexperiência. Não é por causa dele, é porque a nação está completamente ameaçada por um salto no escuro nazifascista. As palavras de Humberto Mourão, vice do Bolsonaro, não permite a ninguém mais ser ingênuo.”

O candidato participou de um encontro com Sindicalistas da Força Sindical, UGT, Nova Central e CSB no Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e fez críticas ao projeto da candidatura de Bolsonaro para a economia.

“Nós precisamos derrotar o fascismo. Essa economia do Paulo Guedes [cotado para ministro da Fazenda em um eventual governo de Bolsonaro] faz a economia de Michel Temer parecer uma brincadeira de criança. Porque ali é na veia. Qual é a proposta para a Petrobras? Vender para o estrangeiro. Qual é a proposta para o subsídio do agronegócio? Acabar.”

“Todo mundo sério cobra imposto de forma progressiva, cobra menos de quem pode pagar menos e mais de quem pode pagar mais”, disse Ciro. “Bolsonaro está propondo é pegar as pessoas que pagam de 7,5 a 10% pagar 20%. E as pessoas que ganham mais e só pagam 27,5% só pagam 20%. Está fazendo o oposto, que é a cara do fascismo.”

Ciro Gomes também criticou a reforma trabalhista e disse vai convocar empresários, trabalhadores e universidades para o debate sobre os rumos da economia brasileira.

“E vou trazer a experiência internacional pra que a gente possa guiar um debate e encontrar uma fórmula que concilie as necessidades de ganhar produtividade no País pra gente poder competir na defesa do mercado brasileiro e no mercado lá fora, mas protegendo o lado mais fraco na luta capital-trabalho que é o lado dos trabalhadores que é com quem eu tenho compromisso prioritário”.

“Autocontrole”

Haddad falou sobre Ciro Gomes e rebateu as críticas que o candidato do PDT fez ao petista na entrevista que concedeu ao G1 e à CBN, quando disse que o “Brasil não aguenta mais um presidente fraco, que tenha que consultar seu mentor”, em referência ao PT.

“Ciro é meu amigo, nós pertencemos ao mesmo campo, mas, às vezes, nós temos conceitos diferentes”, disse Haddad. “Força pra mim de um presidente se dá por duas questões. A primeira é firmeza e a segunda é autocontrole.”

“Você tem que ter essas duas qualidades para presidir o País. Firmeza de propósitos, mas muito autocontrole, pra evitar provocação. Então eu sou uma pessoa firme e controlada, porque sei dos desafios que tão pela frente, mas também representou um projeto que expressa os anseios da grande maioria da população, que é voltar, o Brasil voltar a ser feliz de novo”, finalizou.

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