Domingo, 21 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 18 de junho de 2020
O presidente argentino, Alberto Fernández, limitará suas atividades à residência oficial de Olivos, no Norte de Buenos Aires, devido ao aumento dos casos da Covid-19 no país. Segundo um comunicado do governo divulgado, a decisão foi por causa de uma orientação médica como forma de evitar o contágio pelo novo coronavírus após a doença ser detectada em alguns funcionários do governo.
De acordo com o aviso, assinado pelo chefe da Unidade Médica Presidencial, Federico Saavedra, a medida foi tomada por conta “da progressão no número de diagnósticos positivos registrados na área metropolitana de Buenos Aires, que mostram um aumento significativo na circulação viral”.
O comunicado diz ainda que presidente argentino deve “restringir ao máximo o contato interpessoal”, à medida que o país aumenta os “cuidados para mitigar os efeitos da Covid-19”.
Fernández, de 61 anos, vinha fazendo ativamente visitas oficiais e passeios pelas cidades da província, geralmente acompanhado por delegações de funcionários do governo.
Na Argentina, foram registrados 35.552 casos da Covid-19, com 929 mortes e 10.721 pessoas recuperadas. Buenos Aires e sua periferia, com uma população de 14 milhões de pessoas, concentram 88% dos casos do país.
A Unidade Médica Presidencial recomendou que o presidente mantenha “distanciamento social preventivo e obrigatório” e que faça “apenas viagens ou reuniões presenciais em assuntos de importância vital e que não possam ser adiadas, com delegações reduzidas”.
Nos últimos dias, foram relatados vários casos do novo coronavírus que afetaram funcionários e líderes políticos do partido do governo e da oposição.
Alguns dos infectados se encontraram com pessoas que estiveram com o presidente, como o ministro Daniel Arroyo, do Desenvolvimento Social, e o prefeito de Buenos Aires, Horacio Rodríguez Larreta, embora ambos tenham tido resultado negativo no teste de coronavírus.
Nesta quinta-feira (18), Buenos Aires chegou a 91 dias de confinamento social obrigatório, com exceção de serviços essenciais e algumas atividades comerciais mais flexíveis, além de passeios limitados para crianças e atletas.
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