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Mundo A Rússia se prepara para nova onda de coronavírus no outono

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Durante as últimas 24 horas foram registradas 890 mortes por Covid-19, de acordo com balanço do governo. (Foto: Reprodução)

A Rússia disse nesta quinta-feira (18) que está se preparando para uma nova onda da pandemia de coronavírus no outono, depois que autoridades relataram o menor aumento diário de infecções novas desde 1º de maio.

O país afrouxou rapidamente as medidas de isolamento na última quinzena, já que testemunhou um declínio gradual nas infecções diárias novas em relação ao pico de 11.656 de 11 de maio.

Nesta quinta-feira (18), autoridades confirmaram 7.790 casos novos nas últimas 24 horas, o que elevou a contagem nacional a 561.091, além de mais 182 mortes que colocaram o total de óbitos em 7.660.

Falando durante uma reunião de governo transmitida pela televisão estatal, Anna Popova, a chefe da agência reguladora de saúde do consumidor, disse que espera que o surto continue a recuar durante o atual verão local, mas que a Rússia precisa estar preparada para ele piorar.

“Os riscos de esta epidemia voltar a crescer e se desenvolver no outono são bastante altos, atualmente estamos nos preparando para isso”, afirmou.

Críticos do Kremlin acusam as autoridades de suspenderem as restrições rápido demais para abrir caminho para uma votação nacional de reformas que permitiriam ao presidente Vladimir Putin concorrer mais duas vezes ao cargo depois que seu mandato atual terminar, em 2024.

O Kremlin negou que a decisão de permitir a votação tenha tido motivação política.

Nesta semana, os moradores de Moscou, a região mais atingida da Rússia, tiveram permissão de visitar museus e ocupar terraços de restaurantes pela primeira vez em mais de dois meses.

A cidade também se prepara para realizar uma grande parada militar no dia 24 de junho para comemorar a vitória soviética na Segunda Guerra Mundial.

Médicos

Quase 500 médicos morreram na Rússia de complicações da Covid-19 desde o início da pandemia, informou a agência russa de vigilância médica, a Roszdravnadzor.

“Infelizmente, perdemos 489 membros das equipes médicas”, disse a diretora da Roszdravnadzor, Alla Samoilova, citada pela agência pública RIA Novosti.

No fim de maio, o ministério russo da Saúde anunciou que 101 médicos haviam sido vitimados pela Covid-19.

Os profissionais de saúde do país denunciaram de material de proteção adequado nos hospitais.

Os números oficiais de vítimas são criticados por especialistas, que aponta uma subnotificação. A Rússia alega que o balanço não é elevado porque contabiliza apenas as vítimas fatais que têm a causa da morte, após a necropsia, confirmada como coronavírus, enquanto outros países incluem na lista todos os falecidos que apresentaram resultado positivo em um exame de diagnóstico.

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