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Geral O presidente da Câmara dos Deputados anuncia novo auxílio emergencial de 250 reais por mês durante quatro meses

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Arthur Lira também afirmou que o Ministério da Saúde entregará 140 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19 nos meses de março, abril e maio. (Foto: Najara Araújo/Câmara dos Deputados)

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), disse nesta segunda-feira (1°) que a nova rodada do auxílio emergencial será paga de março a junho deste ano, em parcelas mensais de 250 reais, apesar de a PEC (proposta de emenda à Constituição) que inclui o pagamento, a chamada PEC Emergencial, não ter ainda um acordo para ir à votação. Ainda segundo Lira, durante esse período, o Parlamento vai buscar aprovar um novo programa social que seja permanente.

Lira também afirmou que o Ministério da Saúde entregará 140 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19 nos meses de março, abril e maio, mas não detalhou de onde viriam as vacinas. A declaração foi feita em uma publicação no Twitter depois de uma entrevista que ele concedeu à TV Record. Segundo Lira, a decisão foi tomada depois de uma reunião na tarde de domingo (28) com o presidente Jair Bolsonaro e alguns de seus ministros.

“Agora na TV Record, anunciei que o governo vai entregar 140 milhões de vacinas para os meses de março, abril e maio. O assunto foi tratado ontem na reunião com o presidente Bolsonaro. Também ficou acertado o auxílio emergencial, que deve ser de R$ 250 até junho”, escreveu Lira.

No programa Fala Brasil, da TV Record, Lira destacou que foi estabelecido um calendário de vacinação bastante otimista em relação à imunização dos brasileiros. “Se as perspectivas correm bem, com importação de insumos e fabricação [dos imunizantes] podemos ter 140 milhões de vacinas para março, abril e maio. Estamos trabalhando para isso, é a única saída que nós temos para garantir a saúde da população e a manutenção da economia”, afirmou Lira.

Blindagem

Na entrevista, Lira negou que a chamada PEC das Prerrogativas (PEC 3/21) seja uma forma de blindar o Parlamento. Segundo ele, o objetivo é garantir ao Judiciário um regramento claro para poder agir e garantir a imunidade de voz e voto do parlamentar. O presidente da Câmara voltou a afirmar que a proposta não representa imunidade absoluta e destacou que o deputado Daniel Silveira foi preso por extrapolar preceitos constitucionais.

“A PEC foi tratada, a meu ver, de maneira injusta, tem que se preocupar como ela sai e não como ela chega, e nós votamos apenas a admissibilidade. Vamos votar de maneira transparente para não ficar dúvidas para população de que se trata de imunidade de voz e voto”, disse Lira.

Reformas e Privatizações

Lira também reafirmou que espera votar a reforma administrativa no Plenário da Câmara em até dois meses, e a tributária, em até oito. Em relação às privatizações, Lira destacou que nesta semana vai indicar um relator para a matéria. Estão tramitando na Câmara duas proposições que autorizam o governo a privatizar a Eletrobras e os Correios.

Impeachment e CPI

Arthur Lira afirmou que ainda não teve tempo de se debruçar sobre os mais de 60 pedidos de impeachment do presidente Jair Bolsonaro. Ele disse que é um tema que deve ser tratado com responsabilidade e seriedade. Lira voltou a afirmar que é contrário a uma Comissão Parlamentar de Inquérito neste momento para apurar eventuais responsabilidades na condução do combate à pandemia. Mas não descartou uma investigação no futuro.

“O momento agora é que nós todos possamos debater ações conjuntas, a classe politica e a população, para trazer vacinas, mais leitos e saídas emergenciais com reformas. Depois disso, a gente vai ter oportunidade de fazer essa ou aquela CPI para investigar e punir eventuais erros”, destacou. As informações são da Agência Câmara de Notícias.

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