Domingo, 04 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 4 de fevereiro de 2018
O presidente da Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária), Antônio Claret, pediu ressarcimento de despesas como poltronas mais espaçosas e confortáveis em voos nacionais, bebidas alcoólicas, hospedagem com familiares, aluguel de carro blindado e viagens internacionais em classe executiva como mostram notas fiscais, conforme revelou a Coluna do Estadão, do jornal O Estado de S.Paulo.
Os gastos chamaram a atenção do Ministério Público e do TCU (Tribunal de Contas da União), que pediu investigação dos Ministérios dos Transportes e da Transparência. Desde 2016 no cargo, Claret fez 65 viagens nacionais, 57 com passagens por Belo Horizonte, em Minas Gerais, sua cidade, e 21 especificamente para a capital mineira. A sede da Infraero está localizada em Brasília.
De acordo com a coluna, a maioria das agendas do presidente da Infraero em Belo Horizonte ocorre nas sextas-feiras e nas segundas-feiras. Os órgãos de controle suspeitam que os compromissos nesses dias são justificativa para ele permanecer em sua cidade durante os finais de semana.
As frentes de investigação vão averiguar se houve ato de improbidade administrativa por parte de Claret, por uso em proveito próprio de verba pública. Ele foi indicado para o cargo pelo PR, apadrinhado pelo ex-deputado federal Valdemar Costa Neto, que tenta indicá-lo para o cargo de ministro dos Transportes para ocupar a vaga do atual ministro, Mauricio Quintella Lessa, que deve se descompatibilizar do ministério no mês de abril para concorrer as eleições em outubro, possivelmente para o cargo de senador.
Uma auditoria interna da própria Infraero teria determinado a devolução de gastos com passagens aéreas para Belo Horizonte. O valor somaria R$ 30.614. O assento conforto nos voos nacionais acarreta gasto adicional na passagem de R$ 30,00 a R$ 79,00, dependendo da companhia aérea.
Em resposta ao fato, a Infraero informou que o custo de todas as passagens relativas às viagens particulares com destino a Belo Horizonte foi ressarcido pelo presidente da empresa. Sobre despesas com bebida, assento conforto e familiares em hotéis, a empresa apontou que “isso nunca ocorreu”.
Apesar de ter negado, a Infraero respondeu dessa forma ao questionamento sobre quanto gastou com assento conforto desde que Claret assumiu o cargo até hoje: “A Infraero esclarece que o balanço até fevereiro de 2018 só será encerrado até dez dias após o final do mês corrente”.
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