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Política O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, diz que a falta de coordenação atrasou o enfrentamento do coronavírus no Brasil

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Presidente do Senado diz que pedidos de impeachment não podem ser banalizados. (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

O presidente do Congresso Nacional, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), avaliou, nesta quinta-feira (1º), que a falta de coordenação para o enfrentamento da pandemia da covid-19 impediu que o País respondesse à crise sanitária de forma eficaz e célere. O senador mineiro participou de reunião virtual com a diretoria da Frente Nacional de Prefeitos (FNP), idealizadora do Consórcio Nacional de Vacinas das Cidades Brasileiras (Conectar).

“Não há nada pior, num momento como esse, do que a desarticulação, a falta de coordenação. E o Brasil revelou, infelizmente, a partir dessa falta de coordenação, algo que nós não podíamos ter feito”, declarou.

“Desde o início, era preciso ter coordenado todos os entes federados para podermos enfrentarmos da melhor forma possível essa pandemia. Esse consórcio é uma demonstração de unificação dos municípios brasileiros, algo a ser seguido”, prosseguiu Pacheco.

O parlamentar explicou ainda aos prefeitos os trabalhos que estão sendo desenvolvidos no Comitê de Coordenação Nacional para Enfrentamento da Pandemia da Covid-19.

Além do presidente do Senado, que é interlocutor dos governadores, o grupo conta com a participação do presidente Jair Bolsonaro, do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, e de representantes do CNMP (Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Conselho Nacional do Ministério Público).

Diante da estimativa apresentada pelo Executivo de que as contratações de doses de vacinas seriam suficientes para atender toda a população brasileira, Pacheco afirmou ter solicitado ao Ministério da Saúde um cronograma mais crível de imunização no País, uma vez que essa é a principal forma de minimizar a proliferação do vírus.

“Temos que reconhecer que o Brasil atrasou esse processo, atrasou esse cronograma e estamos correndo atrás do tempo nesse momento”, frisou.

Estados e municípios

Em nota divulgada à imprensa, o senador mineiro disse reconhecer o esforço da FNP por liderar iniciativa que segue uma premissa que, na avaliação dele, deve ser prioridade: a unificação de ideias e de ações para o enfrentamento à doença.

Interlocutor dos governadores no Comitê da Covid-19, o senador avaliou ainda que é louvável a ideia de incluir representantes dos prefeitos e dos governadores no grupo de trabalho.

“A intenção não é subtrair a responsabilidade ou assumir a responsabilidade exclusiva pelo enfrentamento. É apenas uma organização de ideias para que o presidente da República faça uma coordenação geral, para que ele tenha conhecimento das ações do Legislativo, para que nós tenhamos conhecimento das ações do Executivo, e o diálogo muito franco com os demais segmentos e, sobretudo, com governadores e prefeitos”, explicou.

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