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Brasil O PSB pretende anunciar nas próximas semanas o ex-presidente do Supremo Joaquim Barbosa como candidato à Presidência da República

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Hoje atuando em advocacia, Barbosa comandou o STF em 2012-2014. (Banco de Dados/O Sul)

O presidente do PSB (Partido Socialista Brasileiro), Carlos Siqueira, afirmou que a legenda espera lançar já nas próximas semanas a candidatura do ex-presidente do STF (Supremo Tribunal Federal) Joaquim Barbosa ao Palácio do Planalto.

“Eu não posso precisar uma data, mas acredito que em um prazo de três ou quatro semanas nós gostaríamos que ele aceitasse e declarasse isso, para que possamos contar com tempo suficiente para elaborar um programa de governo”, frisou o dirigente em entrevista à imprensa de São Paulo.

O ex-magistrado mineiro de 63 anos assinou ficha na legenda na sexta-feira da semana passada e, de acordo com Siqueira, “pediu um tempo para refletir sobre o assunto”. Seus novos correligionários estão otimistas com a hipótese de que o ex- magistrado, que hoje atua em um escritório de advocacia, aceitará o que classificam de “desafio”.

“É o nosso desejo”, confirma o presidente do PSB. “Nós queremos lançar a candidatura de Joaquim Barbosa à Presidência da República e creio que ele aceitará esse desafio. Vamos ajudá-lo para que ele possa oferecer ao eleitorado nacional uma alternativa importante para o País.”

Ainda segundo Siqueira, o a viabilidade do nome de Barbosa como candidato vai depender mais do ex-ministro do Supremo do que do próprio PSB: “Inicialmente, havia uma discordância de pessoas importantes ao lançamento da candidatura, mas fizemos um processo de discussão interna e hoje, praticamente, elas são inexistentes ou, diria, insignificantes”.

Sem mencionar números, o dirigente partidário ressaltou, ainda, que há uma perspectiva “muito boa” nas pesquisas encomendadas pelo sigla sobre a eventual participação de Joaquim Barbosa na corrida presidencial.

Ele também defendeu a importância do “simbolismo” na candidatura, já que o ex-ministro seria o primeiro negro a disputar a eleição presidencial – informação que dá margem a divergências, pois no pleito de 1989 (vencido no segundo turno por Fernando Collor de Mello) os concorrentes “nanicos” incluíam o sergipano e afrodescendente José Alcides de Oliveira, mais conhecido como “Marronzinho” – décimo-terceiro colocado, com 0,33% dos votos.

Questionamento

No fim de março, durante entrevista a uma emissora de rádio paulista, a agora governador de São Paulo, Márcio França (PSB), declarou que o ex-presidente de Supremo Tribunal Federal (no período de 2012 a 2014) “não poderia se filiar ao partido apenas para ser candidato”.

França, que tentará a reeleição, assumiu o Palácio dos Bandeirantes após Geraldo Alckmin (PSDB) deixar o cargo para concorrer ao Planalto.

Prisão de Lula

Carlos Siqueira comentou também a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no sábado: “Todas essas prisões são terrivelmente tristes para o país, porque revelam o grau de deterioração a que chegou a política. País nenhum fica feliz em prender presidente ou vice-presidente, porque quando isso acontece algo de muito errado está por trás”.

 

 

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