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Política O PT faz estudos sobre o eleitor de Bolsonaro; o deputado se tornou “ideia poderosa”, dizem petistas

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Na ação, a Procuradoria da República diz que Bolsonaro fez declarações contundentes contra quilombolas durante uma palestra no Clube Hebraica, no Rio de Janeiro, em abril do ano passado. (Foto: Reprodução)

A consolidação de Jair Bolsonaro na segunda colocação das pesquisas sobre a disputa de 2018 fez com que o PT encomendasse uma série de levantamentos para decifrar o potencial daquele que, ao menos por enquanto, desponta como o principal rival de Lula. Os petistas admitem que “a ideia que ele representa” tornou-se poderosa com a agudização da crise: uma pauta moral, com apelo entre evangélicos e cuja bandeira do combate à violência a qualquer custo é o abre-alas.

O mapeamento encomendado pelo PT inclui pesquisas qualitativas, quantitativas e análises de redes sociais. Os dados mostraram Bolsonaro com força no Rio e em Estados com tradição no agronegócio. Seu eleitor é engajado e está alheio a qualquer estrutura partidária.

Bolsonaro conta com uma rede de divulgadores que se dispõe a tirar dinheiro do próprio bolso para organizar atos e fazer propaganda das plataformas dele. O estudo indica que a base do deputado tem capilaridade em diversos setores vinculados à segurança.

Para se contrapor a Bolsonaro, a direção petista está à procura de um projeto para a redução da violência que tenha efetividade, mas não esbarre no autoritarismo.

Algumas propostas de Lula para a área econômica estão praticamente fechadas. Ele defenderá a isenção do imposto de renda para quem ganha até R$ 5.000.

Para aliados do ex-presidente o impacto na arrecadação será pequeno e a medida ampliará o poder de compra de fatia expressiva da população.

Bolsonaro alerta

Bolsonaro usou as redes sociais neste domingo para fazer um alerta sobre uma suposta invasão chinesa no agronegócio brasileiro.

“(A) China assume controle de 20% do mercado de sementes de milho no Brasil”, escreveu Bolsonaro em sua conta no Twitter, em referência à conclusão da venda da unidade de sementes de milho que pertencia à multinacional americana Dow AgroSciences para o fundo chinês Citic Agri. Essa participação de mercado citada pelo deputado coloca a nova empresa, chamada de LP Sementes, em terceiro lugar no segmento nacional.

O político complementou dizendo que “o país está perdendo o controle da produção primária e da sua própria segurança alimentar”. Por fim, no mesmo tuíte, ele urgiu: “É preciso estabelecer limites legais, urgentes e propositalmente não utilizados nesta área”.

As aquisições de grupos chineses no Brasil são um dos temas preferidos do deputado federal pelo PSC-RJ. Bolsonaro, que adota um discurso nacionalista, já afirmou em ocasiões anteriores que é a favor da privatização da Petrobras, desde que não seja para uma empresa chinesa.

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