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Armando Burd O PT FICA DEVENDO PARA MARTA

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Marta: agora, distância do PT.

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

A coleção Situações Inusitadas ganhou neste sábado um novo capítulo: a senadora Marta Suplicy pregou que o PMDB, ao qual se filiou, deixe a base aliada do governo. A seu lado estava o presidente em exercício da República, Michel Temer, que manteve o ar imperturbável de lorde britânico. Ele sorriu apenas depois do beijo que Marta lhe deu diante da plateia de novos companheiros. Não ficou claro a que PMDB a senadora se referiu: dos liderados do inquieto e vingativo Eduardo Cunha ou dos que negociam apoio por cargos no governo.

Marta ficou 33 anos no PT e teve papel decisivo para a transição na virada do século. Sua atuação tornou o partido palatável aos setores mais moderados. Integrante de uma família aristocrata, moldou um perfil também refinado à base operária. Ao vencer a eleição para a Prefeitura de São Paulo, em 2000, Marta ajudou a abrir o diálogo de Lula com as classes empresariais. Em junho de 2002, surgiu a Carta aos Brasileiros, na qual o PT aceitou as regras do jogo, condenadas até então, pavimentando o caminho para chegar ao poder. Sem Marta, a guinada demoraria mais.

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

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