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Brasil O PT marcou um protesto contra a prisão de Lula na data do centenário do ex-presidente sul-africano Nelson Mandela

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O petista tomará posse no domingo, em Brasília, sob um forte esquema de segurança. (Foto: Agência Brasil)

A cúpula do PT está organizando um protesto em Curitiba (PR), no dia 18 deste mês, para marcar os cem dias da prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Após as frustradas tentativas de tirar Lula da cadeia, que escancararam a divisão no Judiciário, a ordem do comando petista é para que os manifestantes associem a data do protesto ao aniversário do ex-presidente sul-africano Nelson Mandela.

Morto em 2013, o líder da luta contra o apartheid faria cem anos no dia 18 de julho deste ano. Os cem dias de Lula no cárcere, porém, se completam no dia 15. O petista já comparou a sua situação à de Mandela. Em 24 de janeiro, por exemplo, horas depois do julgamento do TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) que ampliou a sua pena para 12 anos e um mês de prisão, Lula fez um discurso inflamado, na Praça da República, no Centro de São Paulo, dizendo que voltaria ao Palácio do Planalto.

“Prenderam o Mandela. Ele ficou preso por 27 anos, mas nem por isso a luta diminuiu. Ele voltou e foi eleito presidente”, declarou Lula na ocasião. “Eu tenho que avisar a elite brasileira: esperem, porque nós vamos voltar.”

O PT vai insistir no argumento de que Lula é “preso político”, como foi Mandela, que após deixar a prisão governou a África do Sul de 1994 a 1999. Dirigentes do partido preparam manifestações em todo o Brasil. O calendário de mobilizações, aprovado na segunda-feira (09) pela cúpula do PT, prevê uma série de atividades até 15 de agosto, quando a sigla pretende registrar a candidatura de Lula – embora tudo indique que a sua entrada na disputa será barrada pela Lei da Ficha Limpa. Para o dia da inscrição de Lula no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), os petistas programaram um “grande ato”, em Brasília.

Na sexta-feira (13), militantes do PT planejam se concentrar diante do TRF-4, em Porto Alegre, em mais uma tentativa de chamar a atenção para a prisão do ex-presidente. O ato foi batizado como “Dia Nacional de Luta por #LulaLivre” e deverá ocorrer também em outras capitais.

A estratégia do PT consiste em acumular força para chegar à eleição com a narrativa da perseguição contra Lula. A avaliação do partido é a de que, se ele não puder ser candidato, terá grande poder de transferência de votos como cabo eleitoral. Embora o discurso oficial do PT seja que não existe “plano B” para substituir Lula, o mais cotado para ser o seu herdeiro na chapa é o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad.

Supremo

Criminalistas que auxiliam o PT estudam a possibilidade de questionar diretamente no STF (Supremo Tribunal Federal) a atuação dos três magistrados que conseguiram barrar a decisão de libertar Lula: Sérgio Moro, João Pedro Gebran Neto e Thompson Flores.

A defesa do ex-presidente deve usar o despacho de Moro contra a soltura do petista para embasar novo pedido de suspeição do juiz nos processos do sítio em Atibaia (SP) e do que trata da compra de um terreno para o Instituto Lula.

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