Domingo, 04 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 6 de abril de 2018
A cúpula do PT decidiu organizar uma missa neste sábado, em homenagem à ex-primeira-dama Marisa Letícia Lula da Silva que completaria 68 anos. O ato deve ser realizado na sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo (SP). Os advogados do ex-presidente Lula informaram à cúpula da Segurança Pública que o petista pretende se entregar em São Paulo, após a missa. Ainda não há uma decisão sobre como será o procedimento a ser adotado.
O canal de comunicação entre a defesa de Lula e a PF, uma das exigências do despacho do juiz Sérgio Moro, foi aberto no final da tarde de ontem. Pela PF, quem negocia é o delegado Igor Romário de Paulo, chefe da Lava Jato em Curitiba.
Marisa morreu em 3 de fevereiro de 2017, vítima de AVC (acidente vascular cerebral) que sofreu no dia 24 de janeiro. Ela foi casada com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva por 43 anos e o acompanhou desde o início da trajetória política do sindicalista.
Nessa sexta-feira, a presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, tuitou. “Amanhã (sábado) dona Marisa faria 68 anos! Não estará celebrando com Lula e sua família. Às 9h30min teremos, no Sindicato dos Metalúrgicos, uma missa em sua homenagem!”
“Cabeça erguida”
Os advogados que atuam na defesa do ex-presidente Lula estavam resistentes com o plano de ele não se entregar à Polícia Federal até as 17h dessa sexta, mas mudaram de ideia e passaram a apoiá-lo. A estratégia de Lula é ficar na sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo, o marco zero da vida política de Lula, e esperar que a PF venha prendê-lo ou para se entregar depois da missa à Marisa.
“Não haverá resistência, mas ele não irá para o matadouro de cabeça baixa, por livre e espontânea vontade”, disse José Roberto Batochio, que cuida da defesa de Lula junto com Cristiano Zanin Martins. “Não é rebelião”, prossegue Batochio. “É um direito da pessoa preservar a sua liberdade e não contribuir para qualquer ato que possa suprimi-la. Sem violência, é claro.”
O temor foi ultrapassado com o argumento de que tanto faz se Lula tiver uma ou três prisões decretadas pela Justiça. Batochio e Zanin decidiram ingressar com uma reclamação no Supremo Tribunal Federal contra a ordem de Moro.
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