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Política O PT quer dobrar a aposta em conteúdo nas redes sociais e pretende aumentar o uso de verba do fundo partidário para turbinar seu “exército digital”

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O objetivo é reforçar a estratégia do presidente Lula com foco na eleição de 2026 ao Planalto. (Foto: Bruno Peres/Agência Brasil)

O PT quer dobrar a aposta em conteúdo nas redes sociais e pretende aumentar o uso de verba do fundo partidário para turbinar seu “exército digital”, após pesquisas como a Genial/Quaest e a AtlasIntel/Bloomberg apontarem melhora na aprovação do governo Lula. “Vamos procurar, na medida do possível, arrumar recursos para fazer impulsionamento das postagens”, disse o secretário nacional de Comunicação do PT, Jilmar Tatto.

O objetivo é reforçar a estratégia do presidente Lula com foco na eleição de 2026 ao Planalto. Nas últimas semanas, o PT e o governo encamparam uma campanha virtual por justiça tributária, incluindo a taxação de bancos, bets e bilionários. Também fizeram ofensiva contra o tarifaço do presidente dos EUA, Donald Trump.

Em 2024, o PT recebeu R$ 134,5 milhões do fundo partidário, segundo o TSE. O critério de distribuição do financiamento público para os partidos é o tamanho da bancada na Câmara dos Deputados. A sigla de Lula hoje só fica atrás do PL do ex-presidente Jair Bolsonaro em número de deputados federais.

O embate com Trump e a polarização com a direita bolsonarista deram mais resultado para a popularidade de Lula, e devem ter atenção especial nas próximas postagens. A pesquisa Genial/Quaest mostrou que 56% da população ainda desconhece a pauta tributária e a de combate a privilégios encampadas pelo governo.

Mesmo assim, Tatto considera que foi a primeira vez que Lula conseguiu minimamente furar a bolha digital, e que é preciso insistir no assunto para obter mais resultados. “Vamos continuar com a campanha”, disse.

Estrategistas do PL, por sua vez, veem um “voo de galinha” na recuperação da popularidade de Lula. O partido do ex-presidente Jair Bolsonaro afirma que haverá nova reviravolta na avaliação do governo e ressalta que há muito tempo pela frente até as eleições de 2026.

A aposta entre os oposicionistas é de que uma eventual piora da economia e o aumento da preocupação com a corrupção vão afetar o humor do eleitorado no ano que vem, o que prejudicaria a provável tentativa de reeleição de Lula.

Nas contas do PL, não há muito espaço para Lula se recuperar. A estimativa é de que o petista ganhe mais um ponto nos próximos meses, chegando a 44% de aprovação. Depois disso, haveria uma estagnação. No levantamento Genial/Quaest, a desaprovação de Lula recuou quatro pontos, de 57% para 53%. (Com informações do jornal O Estado de S. Paulo)

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