Sábado, 18 de julho de 2026
Por Redação O Sul | 7 de junho de 2026
O texto aprovado pela Câmara dos Deputados no último dia 19, que concede uma série de benefícios aos partidos políticos, permite que as siglas usem dinheiro público para aliviar despesas que, desde 2018, somaram ao menos R$ 163,5 milhões. O valor reúne gastos com juros, multas eleitorais e devoluções de recursos determinadas pela Justiça Eleitoral. Em valores corrigidos pela inflação, o montante chega a R$ 184,7 milhões.
Levantamento do portal Estadão mostra que essas despesas, registradas entre 2018 e 2025, incluem juros e multas por atraso em pagamentos, além de valores que os partidos tiveram de devolver aos cofres públicos por irregularidades na aplicação de dinheiro público ou por multas eleitorais. Os dados constam das prestações de contas anuais entregues pelas próprias legendas à Justiça Eleitoral, onde são registrados pagamentos relacionados a multas, sanções e ressarcimentos aos cofres públicos.
É nesse ponto que entra o Fundo Partidário. A verba pública, repassada todos os anos pela União, financia o funcionamento dos partidos. Os recursos bancam despesas como aluguel de sedes, pagamento de funcionários, manutenção de diretórios, serviços jurídicos e atividades de formação política. Neste ano, as siglas devem receber cerca de R$ 1,3 bilhão.
Pelas regras atuais, juros e encargos por atraso em pagamentos não estão entre as despesas que os partidos podem quitar diretamente com o Fundo Partidário. Assim, partidos precisavam, pela lei, recorrer a doações de pessoas físicas, financiamento coletivo, contribuições de filiados e outras receitas próprias do partido (aluguéis, rendimentos de aplicações financeiras, venda de bens, eventos etc). O texto aprovado pela Câmara muda isso: autoriza esse tipo de pagamento e ainda facilita o parcelamento de multas e valores que as legendas precisam devolver aos cofres públicos. Hoje, esses débitos devem ser quitados em até 12 meses; pela proposta, o prazo poderá chegar a 180 meses, ou seja, 15 anos.
Na prática, se um partido atrasar o pagamento de uma obrigação e acumular juros e multas, poderá usar recursos do Fundo Partidário para quitar diretamente esses encargos. Já nos casos em que a Justiça Eleitoral determina a devolução de recursos usados de forma irregular ou aplica multas, o partido passa a ter mais tempo para quitar a dívida.
O levantamento, porém, considera apenas gastos declarados pelos partidos e não inclui multas, juros ou devoluções aplicados diretamente a candidatos e campanhas eleitorais, o que indica que os gastos custeados com recursos públicos tendem a ser muito maiores de agora em diante.
Especialista qualifica mudança como retrocesso
Para especialistas, o texto representa um retrocesso, porque permite que recursos públicos sejam usados para cobrir custos gerados por atrasos, falhas ou dívidas dos próprios partidos na administração do dinheiro público, além de reduzir o efeito das punições aplicadas pela Justiça Eleitoral.
O advogado eleitoral Alberto Rollo diz que os pontos aprovados permitem que as siglas usem dinheiro público para pagar custos gerados pela má gestão dos próprios recursos públicos. “É um retrocesso total. Os partidos usam mal o dinheiro do fundo, que já é muito alto, e depois ainda podem usar o próprio dinheiro público para pagar essa conta. E ainda têm até 180 meses, ou seja, 15 anos, para devolver esse dinheiro. É um texto só do interesse deles”, afirma.
Texto inclui outras flexibilizações
O texto também concede outros benefícios aos partidos. Entre eles, cria um teto de R$ 30 mil para multas aplicadas a legendas com contas desaprovadas. Hoje a penalidade pode chegar a 20% do valor considerado irregular. A proposta ainda impede a suspensão de repasses do Fundo Partidário durante o semestre eleitoral, protege partidos resultantes de fusões contra punições herdadas de legendas incorporadas, flexibiliza regras para o envio de mensagens em massa por robôs e prevê a extinção de processos de prestação de contas que não forem julgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em até três anos.
Para a deputada Adriana Ventura (Novo-SP), o texto blinda partidos de irregularidades e protege legendas envolvidas em processos de fusão ao impedir que sejam afetadas por punições relacionadas a problemas cometidos por partidos incorporados. “Além de fragilizar a fiscalização, a gente está simplesmente blindando partidos em processo de fusão”, afirma.
Além do Fundo Partidário, as siglas também contam com o Fundo Eleitoral, distribuído apenas nos anos de eleição. Criado pelo Congresso em 2017 para substituir as doações empresariais de campanha, o mecanismo deve movimentar cerca de R$ 5,1 bilhões em 2026.
A combinação dos dois fundos transformou os partidos em estruturas políticas bilionárias. Juntos, os recursos superam o orçamento somado de oito ministérios do governo federal em 2025 e o valor de mercado conjunto de 27 empresas listadas na bolsa brasileira.
O texto ainda precisa ser analisado pelo Senado. Se aprovado e sancionado pelo presidente da República, as novas regras poderão valer já nas eleições de 2026. Com informações do portal Estadão.
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O correto seria financiamento empresarial, privado, seja por pessoas físicas ou juridicas, como acontece nos EUA, dinheiro publico o escambal vao lutar por seusa partidos cambadas de vadios…MAS por aqui o PSTF manda prender empresario q faz pix de 500 reais pra fretar onibus em um protesto nao é mesmo?
😭😭😭😭😭😭🐂🐂🐂🐂🐂🐂🐂🐂😭
No Brasil, todo o poder emana das instituições. Tipico de uma ditadura socialista. Até a apuração dos votos é controlada pelo Estado. É o único país no mundo a fazer a contagem secretamente
Mentiroso
O cidadão foi presidente por 4 anos e tudo que ocorre de errado no Brasil desde 1500 é culta dele , se o governo do PT e do Sr Lula realmente fosse maravilhoso o Brasil não estaria na merda que está
Assim fica muito fácil. Por isso esse monte de partidos sendo criados todos os anos. Os recursos repassados pela União bancam despesas como aluguel de sedes, pagamento de funcionários, manutenção de diretórios, serviços jurídicos e atividades de formação política.
Onde vamos parar desse jeito?
Querem formar um partido que tratem de batalhar para pagar as despesas.
Pagamos para que abre uma igreja, quem funda um partido, quem não trabalha, etc.
Daqui a pouco vamos pagar para quem funda um clube de futebol ou de de boliche, etc.
Lamentável!!!!
MAS PARA MUITOS O PROBLEMA DO BRASIL É O DINHEIRO DOS PROJETOS SOCIAIS, BOLSA FAMÍLIA, PÉ DE MEIA, VALE GÁS, REMÉDIO GRÁTIS PARA O POVO, QUANDO É QUE A POPULAÇÃO VAI PARAR DE COBRAR SÓ O CHEFE DO EXECUTIVO, E NÃO IMPORTA SE FOR DE DIREITA OU ESQUERDA, E COMEÇAR A COBRAR ESSES PILANTRAS DO LEGISLATIVO QUE SUGAM O DINHEIRO DO CONTRIBUINTE E ESTÃO À VÁRIOS MANDATOS SE ELEGENDO
É claro que os projetos sociais em excesso e mal gerenciados, apenas com fins eleitoreiros, são um problema grave. Há gente recebendo bolsa família como se fosse aposentadoria. Assim, o trabalhador sustenta sua família e muitas outras, e todos permanecem na dependência do estado que, como se vê, acaba fazendo essas barbaridades que noticiaram acima.
Imputar a culpa a um único indivíduo seja por ignorância ou por militância (mau caráter no caso) é no mínimo imbecilidade de alguns. Acontece que temos no congresso um exército de parasitas, sanguessugas insaciáveis que saqueiam os cofres “públicos” de todas as formas possíveis e imagináveis. Essa conta sempre existiu e nós pagamos através dos tributos. OS 184,7 MILHÕES referem-se à apenas ao atraso nas contas e uma fração correspondida entre o período de 2018 a 2025.Levantamento do portal Estadão mostra que essas despesas, registradas entre 2018 e 2025, ou seja: gestão Bolsonaro 4 anos 2019-2022, gestão Lula 4 anos… Leia mais »
“conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”
Governo bolsonaro foi um FRACASSO.
Se as dívidas ocorreram durante a gestão Bolsonaro e a culpa foi do presidente em exercício, por outro lado, a aprovação para os partidos políticos poderem pagar suas dívidas com o dinheiro público ocorreu no governo Lula. Devemos atribuir essa responsabilidade a ele? Não é uma questão de quem foi ou é o presidente, mas da falta de caráter, vergonha e responsabilidade de muitos dos nossos representantes em todos os partidos e esferas.
O mais escandaloso de tudo isso é que quem ajuda a pagar a dívida deles, nós, o povão, fazemos das tripas coração para pagar nossas próprias dívidas. E não tem ajuda de ninguém! Quando vem ajuda é para pagar mais juros.Matérias como essas são um tapa na nossa cara e a inserção de um nariz de palhaço. Pouca vergonha!!!!!
O povo ficar brigando entre si é tudo que eles querem. Abram a mente!!!
Que Bolsonaro merda nenhuma, seus jumentos, temos uma cambada de sujeitos filhos de uma égua lá no congresso e sempre é culpa de Bolsonaro, um bando de sujeitos imorais e sem respeito com o país , mas sempre querem colocar culpa nesse nome Bolsonaro.
Você leu, essa conta é de 2018, acontece que todos, não importa qual partido são uns ordinários aproveitadores usam dinheiro nosso para pagar as contas deles! Todos sem exessao!!!
2018 essa dívida é dos Bolsonaro, que inferno vivemos com essa gente, temos que pagar contas que não são nossas!