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Armando Burd O que mais mudará?

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Na mensagem, ex-vereador diz que novos vereadores, "muitos deles jovens, negros", não tem "nenhuma tradição política". (Foto: Divulgação)

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

A 16ª letra e 12ª consoante do alfabeto foi abolida na convenção nacional, realizada em Brasília ontem. Torna-se apenas MDB. Na Física, o P significa força, que a sigla vem perdendo a cada novo escândalo que envolve suas lideranças.

O MDB surgiu a 5 de abril de 1965, com a instituição do bipartidarismo por meio do Ato Institucional 2. No começo, recebeu o carimbo de oposição consentida. Manteve-se até 20 de dezembro de 1979, quando houve permissão para a criação de novos partidos, passou a ser PMDB.

Uma das grandes vitórias do MDB foi a de 1974. Elegeu 16 senadores do total de 24. Pelo Rio Grande do Sul, Paulo Brossard.

Condição

Oito entre cada dez empresários acreditam que a economia está preparada para voltar a crescer em 2018. Desde que a política não atrapalhe.

Descuido

Pouco antes de começar o período de votações na Assembleia Legislativa, ontem à tarde, a mesa diretora constatou que não havia o número mínimo de deputados exigido pelo regimento interno. Vários trabalhavam em seus gabinetes, esperando o final do grande expediente que homenageava o município de Canela. Quando o painel eletrônico abriu, estavam ainda nos corredores ou no elevador.

A sessão foi encerrada. Sucedeu-se discussão entre deputados até que houve a reabertura com todos sentados nas poltronas do plenário.

Escalados

Dos 34 deputados federais que integram a Comissão Representativa da Câmara, quatro são do Rio Grande do Sul: Marco Maia e Paulo Pimenta (titulares); Mauro Pereira e Pompeo de Mattos (suplentes). Durante o recesso, estarão a postos.

Quem tem bolso para suportar?

Quando a tarifa da CEEE aumenta 10 vezes em relação ao índice da inflação, é preciso voltar a falar em plebiscito para permitir a venda. O argumento dos defensores da estatização é que, nas mãos da iniciativa privada, a ganância se tornaria insuportável e os preços iriam disparar. Empresários não teriam a mesma coragem que o governo demonstra.

Não ficará sobre o muro

O pronunciamento do vereador Valter Nagelstein na tribuna, ontem, deixou claro de que lado estará. 1º) A reforma do prefeito Marchezan Júnior não funcionou. 2ª) Criticou a forma como o município vem sendo administrado.
Nagelstein assumirá a presidência da Câmara Municipal de Porto Alegre a 3 de janeiro.

É sempre assim

Uma das quatro emendas constitucionais aprovadas este ano pelo Congresso Nacional aumenta de 2020 para 2024 o prazo para estados e municípios quitarem seus precatórios. Quando se esgotar, parlamentares darão  jeitinho de adiar mais uma vez. Enquanto isso, os credores não veem a cor do dinheiro que o poder público deve, mesma que a Justiça tenha determinado o pagamento.

Reino do absurdo 

O Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) informa: parte dos radares de velocidade está desligada no território nacional. Motivo: restrição orçamentária. Solução: devolvam parte do dinheiro dos impostos que motoristas e passageiros pagam para ter segurança nas rodovias.

Além fronteira

A Câmara dos Deputados da Argentina aprovou ontem a reforma da Previdência, após 17 horas de discussões e intensos protestos em Buenos Aires. Houve 60 prisões, 162 pessoas ficaram feridas, sendo 88 agentes da Polícia.

Foram 128 votos a favor, 116 contra e duas abstenções. Haverá redução de ganhos de aposentados. Parlamentares brasileiros que apoiam o governo passarão a conversar por telefone com assessores do presidente Mauricio Macri para conhecer detalhes da estratégia.

Precaução

Alguns partidos vão editar manuais de campanha para os candidatos de primeira viagem. Incluirá frases gastas e proibidas. Exemplo: o Rio Grande do Sul é maior do que os seus problemas.

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

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