Sexta-feira, 29 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 12 de março de 2020
Até o momento o isolamento domiciliar tem sido a principal resposta aos casos de pessoas infectadas pelo coronavírus no Brasil. Apesar disso, existem muitas dúvidas de como essa quarentena realmente acontece e, principalmente, de como os pacientes e seus familiares devem se comportar em uma situação como essa.
A primeira questão é saber se o paciente deve ficar completamente isolado em sua residência ou, no caso de morar com a família, ocupar apenas um cômodo da casa e manter distância dos demais moradores.
Existem duas ponderações sobre esse questionamento: o que é ideal e aquilo que é possível. Para o infectologista Jean Gorinchteyn, o ideal seria que o paciente ficasse sozinho em casa. “Neste caso, ele elegeria uma pessoa para ser o seu elo com o mundo externo – pode ser um amigo, um parente, assistente social ou médico. Durante esse contato, o paciente deve usar máscara e seguir todo o protocolo de cuidados”, disse. “Esse escolhido, o elo, seria a pessoa responsável por fazer compras, cuidar das contas e coisas cotidianas”, completou.
Mas, em outro estágio do avanço da doença no País, pedir para que pessoas deixem suas casas pode não ser factível. “Então, o viável seria isolar esse paciente em um único cômodo da casa – limitando o contato a apenas uma pessoa”, comentou o também infectologista Francisco Ivanildo de Oliveira Junior. Tanto no caso em que a pessoa elege um “elo” com o mundo externo ou naquele em que divide a casa com familiares, todas pessoas envolvidas precisam testar para o coronavírus.
Segundo os especialistas, não existe a necessidade que a pessoa passe o dia inteiro usando a máscara dentro de casa. O uso só é recomendável quando ela está em contato com outra pessoa.
Independentemente do isolamento absoluto ou com algum familiar sob o mesmo teto, algumas regras são básicas. Os talheres da pessoa infectada pelo coronavírus não deve ser compartilhado. Mais do que isso, esse talher precisa ser lavado com uma esponja que também não seja usada em outros talheres da casa. A pessoa que for lavar esses talheres precisam usar luvas. Claro, existe a hipótese do uso de talheres descartáveis.
Outro ponto importante: A roupa do indivíduo diagnosticado com coronavírus precisa ser manipulada (lavada, passada) separada das peças do restante da família ou das demais pessoas que, por ventura, o paciente tenha tido contato. O mesmo vale para peças de cama, toalhas e etc.
A princípio não existem restrições alimentares ou dieta específica para ser seguida. Em relação ao consumo de álcool, os médicos advertem que ele não é recomendado em nenhum quadro de infecção ou doença – mas não existe uma proibição expressa.
As condições clínicas do paciente são aquilo que irá definir o que ele pode ou não em termos de alimentação ou atividades físicas. Se não existir um indicativo para repouso absoluto, o paciente poderia, por exemplo, “fazer esteira” ou usar a bicicleta ergométrica. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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