Terça-feira, 29 de setembro de 2026

Porto Alegre
Porto Alegre, BR
22°
Mostly Cloudy

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Brasil O que você precisa saber sobre a nova ortografia brasileira

Compartilhe esta notícia:

Novas regras visam aumentar a popularidade do português no mundo, unificando a grafia dos livros e eliminando diferenças. (Foto: Reprodução)

Há dúvidas de português que só o “pai dos burros” resolve. Mas a maioria dos escorregões com as letrinhas pode ser evitada com uma visita ao Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. Introduzidas em 2009, as novas regras são obrigatórias no Brasil desde 1 de janeiro, mas ainda confundem. Os pontos mais difíceis são os que tratam do hífen e da acentuação.

Adiada por três anos pelo governo, a reforma da língua pátria traz boas novidades, como o fim do trema e as mudanças nos acentos diferenciais de homônimos. O Acordo Ortográfico foi assinado em 1990 com os Estados-Membros da Comunidade de Países de Língua Portuguesa para padronizar a escrita nas oito nações que falam o idioma de Camões.

As mudanças deveriam ser obrigatórias desde 2013, mas o prazo foi adiado após polêmica entre linguistas, professores e representantes do governo.

Em Portugal e Cabo Verde, o Acordo já vale parcialmente. Já Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste ainda não aplicam oficialmente os novos padrões. Segundo o Ministério da Educação, o Acordo Ortográfico modificou 0,8% dos vocábulos da Língua Portuguesa no Brasil e 1,3% em Portugal.

O objetivo é facilitar a troca cultural e científica entre os povos que falam português. Outra meta é aumentar a popularidade do português no mundo, unificando a grafia dos livros e eliminando diferenças.

A grafia correta das palavras conforme as regras do acordo podem ser consultadas no Volp (Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa), disponível no site da Academia Brasileira de Letras, e por meio de aplicativo para smartphones e tablets.

Dicas.
Confira algumas dicas para quem ainda não domina esse novo universo.

Alfabeto.
Entre as principais mudanças, está a ampliação do alfabeto oficial para 26 letras, com o acréscimo do k, w e y. As letras já são usadas em várias palavras do idioma, como nomes indígenas e abreviações de medidas, mas estavam fora do vocábulo oficial.

Trema.
O trema – dois pontos sobre a vogal u – foi eliminado, e pode ser usado apenas em nomes próprios. No entanto, a mudança vale apenas para a escrita, e palavras como linguiça, cinquenta e tranquilo continuam com a mesma pronúncia.

Acentos.
Os acentos diferenciais também deixaram de existir, de acordo com as novas regras, eliminando a diferença gráfica entre pára (do verbo parar) e para (preposição), por exemplo. Há exceções como as palavras pôr (verbo) e por (preposição) e pode (presente do indicativo do verbo poder) e pôde (pretérito do indicativo do verbo poder), que tiveram os acentos diferenciais mantidos.

O acento circunflexo foi retirado de palavras terminadas em “êem”, como nas formas verbais leem, creem, veem e em substantivos como enjoo e voo.

Já o acento agudo foi eliminado nos ditongos abertos “ei” e “oi” (antes “éi” e “ói”), dando nova grafia a palavras como colmeia e jiboia.

Hífen.
O hífen deixou de ser usado em dois casos: quando a segunda parte da palavra começar com s ou r (contra-regra passou a ser contrarregra), com exceção de quando o prefixo terminar em r (super-resistente), e quando a primeira parte da palavra terminar com vogal e a segunda parte começar com vogal (auto-estrada passou a ser autoestrada).

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Brasil

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Agora que o WhatsApp passará a ser totalmente grátis, como será que eles vão fazer para ganhar dinheiro?
“Ele se comunica com os olhos”, diz pai de Guilherme Karam. Ator está internado em estado grave
Pode te interessar