Sábado, 23 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 16 de abril de 2020
O governo britânico estendeu a quarentena por ao menos mais três semanas, anunciou nesta quinta-feira (16) o ministro de Relações Exteriores, Dominic Raab, que atua como premiê interino, determinando que a população fique em casa para impedir a propagação do coronavírus que já matou mais de 140 mil pessoas no mundo.
“Chegamos longe demais, perdemos muitos entes queridos, já sacrificamos demais para aliviar agora, especialmente quando começamos a ver as evidências de que nossos esforços estão começando a dar frutos”, disse Raab a repórteres.
O anúncio, que era amplamente esperado, significa que os britânicos devem ficar em casa, a menos que estejam comprando itens básicos ou por necessidades médicas. Os cidadãos podem se exercitar em público uma vez por dia e podem se deslocar para o trabalho se não puderem trabalhar em casa.
As medidas foram anunciadas em 23 de março por um período inicial de três semanas.
Uma pesquisa do YouGov realizada antes do anúncio de quinta-feira mostrou que 91% dos britânicos apoiavam uma extensão de três semanas da quarentena.
O número de mortos no Reino Unido pelo Covid-19 em hospitais aumentou para 13.729, nesta quinta. Estatísticas mais amplas que incluem mortes em casas de repouso, entre outras, sugerem que o total de mortes é muito maior.
Achatamento da curva
Os efeitos da quarentena já começam a ser sentidos no Reino Unido, que agora experimenta o achatamento da curva de novos casos de coronavírus no país. Os dados, segundo a emissora CNN, são do próprio governo britânico, que comemorou os resultados preliminares obtidos.
“É a prova de que o esforço de ficar em casa e não ter muito contato com outras pessoas, como é o normal, está tendo o impacto que esperávamos que tivesse. [A quarentena] Está levando essa epidemia a uma trajetória muito melhor, achatada, e não mais ascendente”, disse Angela McLean, assessora científica do Ministério da Defesa do Reino Unido, em coletiva.
O consultor médico chefe do Reino Unido, professor Chris Whitty, que também estava na entrevista, disse acreditar que o país “provavelmente está atingindo o pico” do surto de coronavírus, mas ainda pode ver um aumento no número de mortes diárias.
“Infelizmente acreditamos que um grande número de mortes continuará sendo registrado por um tempo a partir de onde estamos neste momento”, alertou Whitty. “Ainda não estamos no ponto em que podemos dizer, com confiança e segurança, que já passamos pelo pico”.
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