Segunda-feira, 13 de Julho de 2020

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Notícias Restaurante Popular de Porto Alegre será reaberto no mês que vem em três endereços

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Unidades funcionarão no Centro Histórico e Vila Cruzeiro. (Foto: Joel Vargas/PMPA)

Após três meses de portas fechadas pela prefeitura e funcionamento prestado de forma improvisada por voluntários, a situação do restaurante popular de Porto Alegre finalmente se encaminha para um desfecho positivo. É o que prevê a edição dessa quinta-feira do Diário Oficial da capital gaúcha, ao formalizar a aprovação de duas OSCs (Organizações da Sociedade Civil) para a tarefa de retomar o serviço, denominado “Prato Alegre”.

O medida deve ser posta em prática a partir de setembro. Foram aprovadas por meio de chamamento público a Associação Beith Shalom e a ASA (Associação Social Aliança), contemplando três regiões da cidade – Centro Histórico, Glória-Cruzeiro-Cristal (Zona Sul) e Nordeste-Eixo Baltazar-Norte-Noroeste. A opção pela descentralização é justificada pelo prefeito Nelson Marchezan Júnior:

“Queremos promover nesses locais um acolhimento mais amplo, melhorando a qualidade da alimentação, mas também oferecendo outros serviços, como atendimento em saúde, encaminhamento para o mercado de trabalho e outras áreas sociais, abraçando de forma mais qualificada este cidadão que precisa de ajuda neste momento”.

O cronograma é resumido pela secretária municipal de Desenvolvimento Social e Esporte, Comandante Nádia: “Pretendemos assinar o contrato de gestão ainda neste mês, e as vencedoras têm 30 dias para iniciar as atividades após essa ação”. Ela também explica que as demais organizações que participaram do edital não foram aprovadas. A região Leste-Lomba do Pinheiro-Partenon não apresentou interessados, mas um novo chamamento será realizado para atender pontos não contemplados.

Conforme o Executivo municipal, esses três restaurantes “Prato Alegre” servirão gratuitamente um total de 400 refeições diárias, de segunda a sexta-feira. Além disso, oferecerão um centro de atendimento social mais completo, com serviços em saúde, educação, cultura e oficinas de capacitação para o mercado de trabalho, dentre outras ações.

Improviso

Inaugurado em 2005 nas imediações da avenida Mauá e da Estação Rodoviária, com um conceito integrado (alimentação a preço simbólico, cursos de capacitação e assistência social), o Restaurante Popular migrou para a rua Santo Antônio (bairro Floresta) em 2016. No dia 9 de maio deste ano, porém, acabou fechado pela prefeitura, devido ao “esgotamento de medidas legais para a licitação”.

Um grupo de 18 funcionários e voluntários da Adra (Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais) assumiu então a tarefa no Ginásio Tesourinha (Menino Deus), de forma provisória, com mantimentos adquiridos pela Fasc (Fundação de Assistência Social e Cidadania) mediante repasses municipais de aproximadamente R$ 40 mil por mês.

Em recente audiência pública na Câmara de Vereadores, representantes da administração municipal informaram que a ação voluntária da Adra será encerrada em outubro mas que entidades passarão a desempenhar a tarefa. “A ideia é retomar a ideia de um serviço global de refeições, assistência social e de saúde, além de outras ações com foco nos indivíduos em situação vulnerável”, explicou na ocasião Comandante Nádia.

(Marcello Campos)

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