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Por Redação O Sul | 13 de maio de 2020
Com 2.997 diagnósticos positivos de coronavírus registrados oficialmente desde o dia 10 de março em 208 cidades, o Rio Grande do Sul fechou esta quarta-feira (13) com a ampliação de 111 para 120 no número de óbitos causados pela doença. As nove vítimas mais recentes mantêm o predomínio de idosos, conforme verificado desde as primeiras perdas – a exceção da vez é uma mulher de 26 anos, residente em Porto Alegre.
Além dela, morreram uma idosa de 85 anos (em Arroio dos Ratos) e outras três, de 84 anos (Lajeado), 80 anos (Esperança do Sul) e 63 anos (Frederico Westphalen). Também consta uma paciente do sexo feminino com 96 anos, moradora de Caxias do Sul, município que aparece pela primeira vez na estatística fatal da Covid-19 no Estado.
Dentre os homens, os falecimentos incluem um idoso de 93 anos (na cidade de Nonoai), um de 86 anos (Porto Alegre) e outro de 77 anos (Sapucaia do Sul). Os dados contam no mais recente boletim epidemiológico da SES (Secretaria Estadual de Saúde).
O ranking gaúcho de casos fatais da doença voltou a ser liderado pela Capital, que já soma 21 ocorrências, seguida de perto por Passo Fundo (Região Central), com 20. Em terceiro lugar aparece Lajeado (Vale do Taquari), com cinco óbitos. Na quarta colocação figuram Farroupilha (Serra) e Venâncio Aires (Vale do Taquari), cada qual com quatro perdas.
Sistema prisional
Enquanto a pandemia avança no território gaúcho em número de casos, óbitos e cidades abrangidas, um segmento permanece sem ocorrências de coronavírus: o sistema prisional. Passados mais de 60 dias do primeiro diagnóstico no Estado, a Covid-19 ainda não chegou aos quase 40 mil apenados dos regimes fechado, aberto e semiaberto, em um universo de 152 instituições.
“Dentre os fatores que contribuem para isso, até o momento, estão as medidas de prevenção e isolamento, definidas a partir de Nota Técnica, incluindo a suspensão de visitas presenciais nos estabelecimentos prisionais, distribuição regular de equipamentos de proteção individual e um extenso e detalhado Plano de Contingência”, ressalta o governo gaúcho.
“Cada dia é uma nova batalha e ainda não conhecemos todo o poder de fogo do inimigo”, salienta o secretário da Administração Penitenciária, Cesar Faccioli. “Independente dos resultados já atingidos, continuaremos monitorando a evolução da pandemia no sistema e adaptando nossas ações de prevenção aos novos cenários, orientados por evidências científicas e alinhados às diretrizes de governo. Os operadores do sistema prisional gaúcho têm se mostrado à altura do desafio sem precedentes.”
“Até aqui, as medidas têm atingido os resultados esperados, reduzindo ao máximo os riscos de contaminação”, elogia o titular da Susepe (Superintência dos Serviços Penitenciários), Cesar da Veiga. “Risco há. A adoção de protocolos sanitários rígidos e de etiqueta respiratória tem contribuído decisivamente para os resultados positivos. Mas o profissionalismo e a dedicação de nossos servidores e dos PMs, que também integram nossa força de segurança em presídios gaúchos, com certeza estão fazendo a diferença.”
Em âmbito nacional, dados do Depen (Departamento Penitenciário Nacional) informam que até a terça-feira (12), ao menos 23 presos morreram em consequência da doença no País, a maioria nas regiões Nordeste e Centro-Oeste, e 603 foram contaminados. Em termos regionais, o sistema prisional do Sul, aliás, é um ponto fora da curva, pelo baixo número de casos confirmados (um, em Santa Catarina), de casos suspeitos (18) e pela inexistência de vítimas da doença até esta data.
(Marcello Campos)
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