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Tecnologia O robô Opportunity, da Nasa, pode “morrer” por causa da tempestade de poeira em Marte

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O pontinho azul mostra onde está o Opportunity em meio à tempestade marciana. (Foto: Nasa)

Explorando o terreno marciano desde 2004, o robô Opportunity pode estar com os dias contados. É que o rover foi pego por uma tempestade de poeira, tendo sido obrigado a se manter paradinho ali tentando sobreviver enquanto isso.

A tempestade foi detectada no dia 1 de junho pelo Mars Reconnaissance Orbiter, satélite que orbita o Planeta Vermelho, até que a equipe do Opportunity foi notificada porque a tempestade estava caminhando em direção ao rover. Como ele usa painéis solares para se alimentar, uma tempestade de poeira dessa magnitude pode fazer com que as baterias do robô acabem antes que a tempestade passe por completo.

É fato que essa não é a primeira tempestade que surgiu na região onde o robô está, mas certamente é a pior de todas, até então, o que gera o alerta de que o robô pode, sim, ficar sem energia, caso raios solares não surjam em breve naquela região de Marte. Segundo a Nasa, a tempestade que o Opportunity enfrentou em 2017 tinha um nível de opacidade na casa de 5,5, enquanto a estimativa de opacidade para a tempestade atual é de 10,8.

Mas o Opportunity já se mostrou um guerreiro, visto que ele foi projetado para funcionar em uma missão de apenas 90 dias marcianos. Um dia marciano, chamado de “Sol”, tem duração média de 24 horas, 39 minutos e 35,244 segundos. Só que ele continua ativo e operante mesmo depois de 14 anos e, então, ainda podemos torcer para que o rover sobreviva a mais este desafio.

Relâmpagos

Há 39 anos astrônomos questionam o que são e como se formam os relâmpagos de Júpiter. Agora, com a missão Juno, da Nasa, o mistério foi resolvido. Na verdade, já se teorizava sobre os lampejos jovianos há séculos, mas foi somente em 1979 que a agência espacial, por meio da Voyager 1, confirmou que o gigante gasoso apresentava esse fenômeno.

E como os relâmpagos de Júpiter pareciam bastante diferentes dos terrestres, ainda não se sabia muito sobre eles, que distribuem ondas de rádio a cada lampejo. Contudo, a descoberta do momento nos mostra que os relâmpagos de lá são mais parecidos com os nossos do que se imaginava.

Segundo Shannon Brown, cientista da Nasa, “até Juno, todos os sinais de raios registrados por naves espaciais eram limitados a detecções visuais ou à faixa de quilohertz do espectro de rádio, apesar da busca por sinais na faixa do megahertz”.

Aqui na Terra, ondas de rádio associadas a raios estão na faixa de megahertz, enquanto os relâmpagos de Júpiter, até então, somente foram registrados na faixa de quilohertz. Mas a Juno conseguiu, pela primeira vez na história, detectar sinais de raios jovianos na faixa de megahertz experimentada na Terra. Para Brown, “a razão pela qual somos os únicos que podem ver isso é porque Juno está voando mais perto [do planeta] do que nunca”.

Entre as diferenças das tempestades de luz em Júpiter e as da Terra, está uma fundamental: aqui, os raios ficam agrupados em regiões tropicais ao redor do equador, porque o ar quente permite que a umidade suba mais livremente pela atmosfera, alimentando tempestades que produzem raios; em Júpiter, contudo, o raio está agrupado nas regiões polares.

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