Sexta-feira, 12 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 28 de abril de 2021
Risco aumentado para formas graves de covid-19. Essa foi a conclusão de um estudo realizado por oito pesquisadores ligados a diferentes instituições de pesquisa da Califórnia (EUA) depois de terem analisado 48.440 adultos que contraíram a doença entre janeiro e outubro de 2020, observando o tipo de atividade física que faziam antes da contaminação.
“Pacientes com covid-19 que eram sedentários apresentavam maior risco de hospitalizações, admissão em centros de terapia intensiva e morte”, escreveram no estudo publicado em um jornal científico pela Associação Médica Britânica.
As medidas de isolamento social que reduzem a propagação do coronavírus acabam dificultando a realização de exercícios — um levantamento produzido pela Universidade Federal de Minas Gerais estima que 40% dos brasileiros engordaram durante a pandemia.
Mas movimentar menos o corpo não só aumenta os riscos com relação à própria covid-19, como também está na raiz de uma série de doenças crônicas, como hipertensão, diabetes, entre outras. Por isso, encontrar formas de driblar essa dificuldade é essencial e traz uma série de benefícios.
Os exercícios físicos geram um círculo virtuoso: melhoram a qualidade do sono, reduzindo a propensão a sofrer estresse. Também levam à escolhas alimentares mais saudáveis, e assim diminuem os riscos de desenvolver obesidade com a tendência a reduzir as chances de desenvolver diabetes e problemas cardíacos e circulatórios.
Fator de risco
Ou seja: pessoas que se exercitam são mais saudáveis, e que estimulam a realização de mais atividades físicas, que colaboram ainda mais para os indicadores físicos. E essa é uma afirmação inquestionável entre os pesquisadores. Estudo conduzido pela Universidade de Gotemburgo, na Suécia, acompanhou 792 homens ao longo de 45 anos, desde 1963. O resultado foi publicado no European Journal of Preventive Cardiology.
Os pesquisadores seguiram os hábitos dos participantes e os colocaram para realizar testes de esforço. Perceberam que, quanto mais atividades físicas essas pessoas realizavam no dia a dia, maior o controle sobre a pressão arterial. Concluíram, por fim, que o sedentarismo é o segundo maior fator de risco para desenvolver hipertensão, atrás apenas do consumo de cigarro.
O desempenho cognitivo também melhora com os exercícios, como concluíram pesquisadores das universidades de Radboud, na Holanda, e de Edimburgo, na Grã-Bretanha. Publicado na revista científica Current Biology, o estudo selecionou 72 voluntários, organizados em três grupos. Todos eram orientados a memorizar 90 associações entre imagens e lugares.
O primeiro grupo utilizou bicicletas ergométricas por 15 minutos logo após a atividade. O segundo fez depois de quatro horas. O terceiro não fez atividade física nenhuma. Todos eram avaliados dois dias depois, para checar o quanto haviam memorizado. O grupo que fez atividade física quatro horas depois da atividade foi o que se saiu melhor. O time que se manteve sedentário alcançou os piores resultados.
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