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Colunistas O suposto uso político da camisa da Seleção Brasileira

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Mundo da bola foi pego de surpresa com a possibilidade da Seleção ter camisa vermelha e preta no lugar do tradicional azul do 2º uniforme. (Foto: Reprodução)

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

As imagens de uma suposta camisa vermelha da Seleção Brasileira de Futebol apareceram na imprensa na última semana e o assunto saiu rapidamente das editorias esportivas para ganhar as principais páginas de política do país. O tema também ganhou as redes sociais e a repercussão foi tão grande quanto negativa. Os motivos são um tanto óbvios, mas o episódio merece análise.

Inicialmente, devemos considerar que, nos últimos anos, a direita brasileira “apropriou-se” da camisa da Seleção Brasileira, utilizando-a como símbolo nacionalista dentro de sua narrativa política. A camiseta amarela, juntamente com a bandeira do Brasil, foi levada às ruas por um mar de gente em 2018, nas ações da campanha presidencial do então candidato Jair Bolsonaro. A partir de então, ela passou a ser incorporada em diversos atos da direita em todo país.

Nesses episódios estão incluídos o dia 8 de janeiro de 2023. Nas imagens de vandalismo no Palácio do Planalto, Congresso e Supremo Tribunal Federal é possível observar um percentual significativo de pessoas usando a camisa da Seleção ou com a bandeira do Brasil envolta ao corpo. O mesmo ocorre mais recentemente nos atos em defesa da anistia aos condenados pelos atos golpistas. Em 2026, certamente a direita sairá às ruas de amarelo novamente, durante a campanha presidencial.

Mas e a esquerda? Aparentemente, os esquerdistas também querem uma camisa oficial para chamar de sua e usar nas próximas eleições. Ou simplesmente, querem uma opção que possam usar durante o período da Copa do Mundo, sem que pareçam estar vestidos de bolsonaristas. Alguém parece então ter tido a ideia de fazer uma versão vermelha, mesma cor do Partido dos Trabalhadores e de movimentos socialistas. Mas o fato é que uma camisa vermelha não encontra qualquer relação de conexão com o futebol brasileiro e com os símbolos nacionais.

Se saísse do papel, a ideia seria absurda, quase uma afronta. E os brasileiros concordam. Levantamento realizado pelo Instituto de Pesquisa Realtime Big Data apontou que os brasileiros são contra o uso da suposta camisa vermelha da Seleção Brasileira de Futebol. No levantamento, 92% dos entrevistados declararam não concordar e 84% consideraram que há conotação política na escolha da cor.

Diante da repercussão altamente negativa junto aos torcedores, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) publicou nota e negou que as imagens da camiseta vermelha fossem oficiais. Como diz o jargão do futebol: “a regra é clara”. De acordo com o estatuto da CBF, os uniformes da Seleção Brasileira precisam ter as cores oficiais da bandeira nacional.

Felizmente, ao que parece, a polêmica foi contornada. Levar a guerra da polarização para o futebol seria um erro que contribuiria substancialmente para ampliação das brigas políticas e dos discursos de ódio. Que tenhamos paz, dentro de campo e fora dele.

*Wilson Pedroso é analista político e consultor eleitoral com MBA nas áreas de Gestão e Marketing

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

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Jorge Schröder
9 de maio de 2025 11:57

Estupidês, uso de uma camiseta camiseta vermelha pela seleção!!!!

Adalberto Meneguzzi
9 de maio de 2025 13:50

É um erro grosseiro dizer que o bolsonarismo “se apropriou” da camisa amarela do seleção!
Na verdade, a camisa é usada pela sua cor, não pelo fato de ser da seleção!

Fernando Krause
9 de maio de 2025 14:16

Se “a direita brasileira apropriou-se da camisa da Seleção Brasileira, utilizando-a como símbolo nacionalista dentro de sua narrativa política.”, então podemos afirmar que a esquerda brasileira apropriou-se do dinheiro público num projeto de poder dentro da sua narrativa política, como vemos nos escândalos R$ BILIONÁRIOS (ou quase R$ TRILHIONARIOS) perpetrados desde que o lulopetismo chegou ao poder, em 2003:
– Mensalão
– Petrolão
– Lava Jato
– Pasadena
– Fundos de Pensão das estatais
– “Empréstimos” secretos via BNDES à ditadores cumpanheros “socialistas” e que não são pagos.
– Correios
– INSS
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