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Brasil O Superior Tribunal de Justiça deve julgar nesta quinta o pedido de Lula para evitar a sua prisão. O ex-presidente foi condenado a 12 anos e recorre em liberdade

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A defesa do ex-presidente afirmou que a manifestação do MPF não conseguiu rebater as inúmeras omissões e contradições demonstradas no recurso. (Foto: Ricardo Stuckert)

A quinta turma do STJ (Superior Tribunal de Justiça) marcou para esta quinta-feira (1º) o julgamento do habeas corpus do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Em janeiro, Lula foi condenado por lavagem de dinheiro e corrupção passiva em segunda instância, pelo TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região).

Em seguida, a defesa do ex-presidente entrou no tribunal com pedido de habeas corpus preventivo para afastar a possibilidade de antecipação de cumprimento da pena de 12 anos e um mês de prisão em regime fechado.

O ministro Humberto Martins, vice-presidente do STJ, estava de plantão e negou o habeas corpus.

Lula recorreu e, com o fim do recesso, o caso foi encaminhado para o relator da Lava-Jato no STJ, ministro Felix Fischer.

Agora, o habeas corpus será analisado pelo colegiado.

Depois da condenação pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região, o PT lançou Lula para presidente na eleição deste ano.

No entanto, pela Lei da Ficha Limpa, o petista fica inelegível e não pode concorrer.

De acordo com a defesa, a democracia brasileira sofrerá “prejuízo irreversível” se Lula ficar fora da corrida eleitoral.

Supremo

A decisão do STJ em julgar o habeas corpus pode acelerar a análise do pedido do ex-presidente que tramita no STF (Supremo Tribunal Federal).

Relator da Lava-Jato na corte, o ministro Edson Fachin negou o pedido em caráter liminar para evitar a prisão e remeteu o mérito ao pleno, composto pelos 11 ministros.

A defesa de Lula havia pedido para que a ação fosse julgada pela segunda turma do STF, composta por Fachin e outros quatro colegas: Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes e Celso de Mello. Os quatro entendem que o réu deve recorrer em liberdade.

Caberá à presidente Cármen Lúcia marcar a data do julgamento. Não há data prevista.

De acordo com a assessoria de imprensa da presidente do STF, não há definição sobre exame do assunto.

Quando Lula foi condenado em segunda instância na Lava-Jato, Cármen Lúcia disse a interlocutores que pautaria outras ações relatadas que tratam sobre execução provisória da pena e, assim, unificar a jurisprudência do tribunal a respeito do tema.

Depois, ela recuou e disse que o tribunal vai se “apequenar” se aproveitar a condenação do ex-presidente para rediscutir a prisão de condenados em segunda instância.

“Não creio que um caso específico geraria uma pauta diferente. Isso seria realmente apequenar o Supremo”, disse ao ser questionada sobre o caso do petista.

A ministra indicou que ela não tomará a iniciativa de pautar ações que tratam do tema, mesmo que não tenham relação direta com o caso de Lula. “Não tem previsão de pauta para isso. Não há pauta definida para um caso específico que geraria uma situação”, afirmou.

A discussão pode provocar uma mudança na jurisprudência do STF sobre prisão após condenação em segunda instância.

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