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Política O Supremo sinalizou que preferia que o Senado resolvesse o impasse sobre a instalação da CPI do coronavírus

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Ministro do STF entendeu que quebra dos sigilos no caso dos dois servidores não foi devidamente justificada. (Foto: Nelson Jr./SCO/STF)

O Supremo Tribunal Federal sinalizou de forma clara que preferia que o Senado Federal resolvesse internamente o impasse sobre a instalação da CPI da Covid.

O ministro do STF Luís Roberto Barroso determinou que o Senado instalasse uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar eventuais omissões do governo federal no enfrentamento da pandemia de Covid.

Antes da decisão liminar, representantes políticos consultaram o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), que resistiu a instalar a comissão de inquérito.

Sabe-se que o presidente do Supremo, ministro Luiz Fux, preferia que o Senado tivesse resolvido por lá mesmo para não criar um conflito entre as instituições. Fux chegou a falar com o próprio Rodrigo Pacheco, sugerindo que resolvessem essa questão no Senado.

Já o ministro Barroso consultou todos os colegas antes de dar a liminar e ouviu da maioria apoio para prosseguir. Ele também falou com Pacheco com antecedência, em respeito ao Senado, e também para dar a oportunidade de instalar a CPI sem obrigação por decisão judicial.

O que fica claro para integrantes do STF é que Pacheco quis fazer um gesto político de segurar a CPI e deixar para a Corte essa decisão. No Palácio do Planalto, o gesto de Rodrigo Pacheco de resistir até o último momento foi bem recebido.

Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro disse no sábado (10) que a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da covid-19 que será instalada no Senado é feita pela esquerda para “perseguir” e “tumultuar” seu governo. Ele criticou o fato de a ideia inicial da comissão seja investigar o governo federal e defendeu que prefeitos e governadores também tenham suas ações escrutinadas.

“CPI feita pela esquerda para perseguir e tumultuar. Essa esquerda que nunca fez nada pelo Brasil. Eu conheço alguns senadores, conversei com alguns, a ideia é investigar todo mundo, sem problema nenhum.”

Bolsonaro disse que a ideia inicial da CPI, que é investigar omissões do governo federal, não é justa: “Quer fazer justiça? Quem sumiu com o dinheiro, fui eu? Era pra preparar a rede hospitalar, quantos prepararam? Se é pra fazer CPI, é todo mundo”.

O presidente criticou também o que classificou como interferência do STF no Senado. Para ele, o assunto deveria ser tratado internamente no Legislativo.

“A lei nasceu para todos. Interferência lamentavelmente existe ainda, no meu governo muito e agora teve uma no Senado. Isso é interna corporis, não tem que estar se metendo em tudo.”

tags: em foco

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