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Brasil O Supremo suspendeu a queixa-crime contra Bolsonaro por ter defendido “fuzilar a petralhada”

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Durante a campanha eleitoral, o então candidato Jair Bolsonaro (PSL) simulou uma metralhadora durante evento no Acre para, segundo ele, “fuzilar a petralhada”. (Foto: Reprodução)

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Ricardo Lewandowski suspendeu uma queixa-crime apresentada pelo PT contra o presidente Jair Bolsonaro (PSL) por um vídeo em que, ainda durante a campanha eleitoral, defendeu “fuzilar a petralhada”.

O PT havia entrado, em setembro de 2018, com uma notícia crime no STF contra o presidenciável e sua coligação por injúria eleitoral e incitação ao crime por causa do vídeo gravado em evento no início daquele mês.

No entendimento de Lewandowski, o presidente da República “não pode ser responsabilizado por atos estranhos ao exercício de suas funções na vigência do seu mandato”. A decisão acompanha manifestação da Procuradoria-Geral da República.

A declaração de Bolsonaro ocorreu em um ato de campanha no Acre. “Vamos fuzilar a petralhada toda aqui do Acre. Vamos botar esses picaretas pra correr do Acre. Já que eles gostam tanto da Venezuela, essa turma tem que ir pra lá. Só que lá não tem nem mortadela galera, vão ter que comer é capim mesmo”, disse ele.

Na ocasião, Bolsonaro defendeu o que chamou de “figura de linguagem” ao simular uma arma com um tripé e dizer que ia “fuzilar a petralhada do Acre”.

Cirurgia

O presidente Jair Bolsonaro está clinicamente estável e já apresenta os primeiros sinais de movimentos intestinais, no quarto dia após passar por uma cirurgia para retirada de uma bolsa de colostomia e para reconstrução de seu trato intestinal, informou boletim médico divulgado pelo hospital Albert Einstein nesta sexta-feira.

“(Bolsonaro) segue com dieta parenteral (endovenosa) exclusiva, sem infecção ou outras complicações. Realiza fisioterapia respiratória e períodos de caminhada fora do quarto”, afirma o boletim.

O presidente passou pela cirurgia, que durou cerca de sete horas, na segunda-feira e, na quarta, reassumiu a Presidência da República. Ele tem despachado em uma espécie de gabinete montado em uma sala do hospital. A expectativa é de que Bolsonaro fique 10 dias internado.

A cirurgia desta semana foi a terceira de Bolsonaro em decorrência de um atentado a faca sofrido em setembro, em Juiz de Fora (MG), durante a campanha eleitoral.

Bolsonaro, de 63 anos, primeiro teve que passar por uma delicada cirurgia de emergência na cidade mineira por conta de ferimentos nos intestinos grosso e delgado e em uma veia abdominal. Depois, passou por uma segunda cirurgia para desobstrução intestinal.

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