Sábado, 04 de abril de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Brasil O Supremo tem cinco votos para manter uma lei que estabelece restrições a estrangeiros para compra de terras rurais no Brasil

Compartilhe esta notícia:

Em seu voto, o relator Flávio Dino defendeu que as restrições são compatíveis com a Constituição e necessárias para resguardar a soberania nacional.

Foto: Rosinei Coutinho/STF
Em seu voto, o relator Flávio Dino defendeu que as restrições são compatíveis com a Constituição e necessárias para resguardar a soberania nacional. (Foto: Rosinei Coutinho/STF)

O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria parcial para manter as regras que limitam a compra de terras rurais por estrangeiros no Brasil. Até o momento, cinco ministros já votaram pela validade da legislação: Flávio Dino (relator), Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia, Cristiano Zanin e Dias Toffoli.

O julgamento ocorre no plenário virtual da Corte e trata da constitucionalidade de normas que equiparam empresas brasileiras controladas por capital estrangeiro a empresas estrangeiras para fins de aquisição de imóveis rurais. Na prática, essas companhias ficam sujeitas a limites legais e à necessidade de autorizações específicas para comprar terras no país.

A legislação analisada tem como base a Lei nº 5.709/1971, além de entendimentos posteriores que reforçaram o controle sobre esse tipo de operação. O tema voltou ao centro do debate diante do aumento do interesse internacional por terras agrícolas brasileiras, impulsionado pela demanda global por alimentos.

Em seu voto, o relator Flávio Dino defendeu que as restrições são compatíveis com a Constituição e necessárias para resguardar a soberania nacional. Os ministros que o acompanharam destacaram que o controle sobre a propriedade de terras rurais é estratégico, especialmente em um país com forte vocação agrícola como o Brasil.

Entre os argumentos apresentados está a preocupação com a concentração de grandes áreas em mãos estrangeiras, o que poderia impactar políticas públicas, o uso do território e até a segurança alimentar. Para os ministros que já votaram, a legislação atual estabelece limites razoáveis e não impede investimentos externos, apenas os submete a regras específicas.

O julgamento ainda não foi concluído, e os demais ministros podem apresentar seus votos até o fim do prazo no plenário virtual. A depender do resultado final, a decisão poderá consolidar o entendimento sobre o tema e dar maior segurança jurídica às operações envolvendo terras rurais.

O caso é acompanhado de perto por representantes do agronegócio e investidores estrangeiros. Enquanto parte do setor defende a manutenção das restrições, argumentando que elas protegem interesses estratégicos do país, outros grupos avaliam que uma eventual flexibilização poderia ampliar o fluxo de capital e estimular o desenvolvimento no campo.

Com a maioria já formada, a tendência é de que o STF confirme a validade das regras atuais, mantendo o modelo que impõe limites à aquisição de terras por estrangeiros no Brasil.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Brasil

Flávio Bolsonaro pretende adotar, neste início de pré-campanha, um tom mais leve para evitar a retomada do discurso de risco à democracia e atrair o eleitorado de centro
Ator Gerson Brenner, de “Rainha da Sucata”, morre aos 66 anos, em São Paulo
Deixe seu comentário
Verificação de Email

Você receberá um email de confirmação após enviar o seu primeiro comentário, mas ele só será publicado depois que você clicar no link de verificação enviado para a sua conta de e-mail para confirma-lo. Os próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!

0 Comentários
mais recentes
mais antigos Mais votado
Feedbacks embutidos
Ver todos os comentários
Pode te interessar
0
Adoraria saber sua opinião, comente.x